domingo, 22 de maio de 2016

Perca a esperança.



  Muito bem... a plutocracia brasileira utilizou a aristocracia pública brasileira (Poder Judiciário e Ministério Público e Polícia Federal) para expulsar uma Presidente da República do seu cargo. O resultado momentâneo? A perda completa da credibilidade econômica, política e institucional, diante do mundo e dos próprios brasileiros. A politicagem, o corporativismo e o coleguismo sujo e promíscuo das elites latifudiárias e industriais se apropriou do Estado brasileiro em todas as esferas de governo e em todas as dimensões sociais.

   O fato marcante é que a perda da credibilidade macroscópica no contexto federal, estadual e municipal e em todos os setores econômicos e sociais é apenas uma manifestação da perda da credibilidade microscópica do brasileiro médio em geral, no seu comportamento individual.

     Pois é... o brasileiro médio é corrupto, politiqueiro, completamente anti-ético e faz de tudo para diminuir o mérito daquele ou daqueles que de algum modo seja(m) circunstancialmente um obstáculo.

     Em 2013 o Brasil já havia passado dos 200 milhões de habitantes. E essa pressão populacional tende a destroçar o pouco que sobrou de bom: no Brasil, bom é o que é o bom para o maior número de pessoas, e dane-se ! O Brasil atual é o país idealizado pelo utilitarista Jeremy Bentham (e o inferno para Nietzsche). O ENEM e o Sisu para ingresso automático nas melhores universidades se torna "lei", e o resultado é o ingresso de semi-analfabetos em cursos superiores, o que obriga as universidades a retirarem da matriz curricular matérias academicamente relevantes para fazer "Revisão" ou "Nivelamento" de matérias do Ensino Médio (que a Escola Pública não é competente e capaz de fazer). A USP ainda resiste ao ENEM, mas 10% das vagas da USP hoje são direcionadas a alunos que fizeram o ENEM: a inclusão social no grito e a qualquer preço assassina a qualidade do ensino. E vai piorar muito... Aguarde...

     Está na sua cultura, está na sua TV, nos seu hábitos: está em você.

       Perca a esperança.




         Eu ? Eu tô na sala de embarque internacional, aguardando o meu voô.

sábado, 6 de junho de 2015

Eu sou a esperança.


  Considerando as montanhas de exemplos que aparecem todos os meses e anos, como o Mensalão, o Petrolão, a FIFA e tantos outros que não aparecem, concluo que ser ou ficar muito rico no Brasil em regra é um demérito, ou mesmo uma confissão de culpa. Enriquecer como única meta ou como meta final não é um bom negócio: vivemos num mundo do "Know How" e do "Know Who". Num mundo assim, necessariamente as idéias, coisas, lugares e pessoas mais especiais e extraordinárias estão fora da TV, da Internet e do mundo "civilizado". Não há esperança na Política, no Futebol, na Religião ou no Estado: os bandidos roubam do Estado e o Estado rouba dos bandidos e de todo o resto. A esperança ainda está nas mentes e corações de alguns seres humanos "fora da curva": só atitudes individuais podem humanizar o mundo. As instituições definitivamente são apenas nomes, siglas e brinquedos de diversão dos corruptos.
A esperança de como eu vejo o mundo, está exclusivamente nas minhas mãos.

O Sábio.



O sábio está sempre querendo aprender. O medíocre está sempre achando que o que ele(ela) sabe é totalmente suficiente.

A ideologia.



A ideologia é nada mais que uma forma de moldar as pessoas e o mundo de acordo com os interesses particulares de alguns poucos. Por isso, nada é mais elitista que o comunismo ou o populismo. O liberalismo, por outro lado, retira do indivíduo o direito de culpar os governantes corruptos ou o Estado ou as outras pessoas em geral pelas suas escolhas pessoais equivocadas e mal calculadas. Logo, a ideologia é a mãe de todas as covardias.

O Antissocial.

Empiricamente, o antissocial tem duas características muito claras: 
I) atitude reiterada de culpar os outros pelas suas tragédias e péssimas escolhas pessoais, 
E
II) idolatria dos pais (pai e mãe) como santos celestiais perfeitos infalíveis.

Pessoas Espetaculares.



99% das pessoas mais espetaculares e especiais que conheci foi em ambiente ou contexto escolar.

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Idolatre o anonimato.


  Conta-se que Sheakespeare escreveu que "nada é mais comum do que o desejo de ser notado".

  Brilhante (como sempre).

   De fato, essa parece ser uma característica comum a todas as pessoas, em especial os homens. E, se realmente é comum buscar ser notado, talvez uma das maiores e mais elevadas das virtudes seja perceber e compreender profundamente isso, ao ponto de nenhum modo ser notado. Mais que isso: se aprofundar e dominar a arte do anonimato. Não o anonimato jurídico... que é uma eterna briguinha infantil de gato e rato, de polícia e ladrão... mas sim o anonimato existencial: o anonimato no qual honestamente não se quer nem se pretende ser notável, porque... de fato ser notável é, em última análise, admirar sinceramente insetos como homens públicos, presidentes da república que, como se sabe, são marionetes da História, dos seus grandes egos circenses e dos contextos econômicos, sociais, culturais e políticos.

 Admiro demais gente como Newton, que simplesmente guardou suas descobertas... não contou a ninguém. Existe algo mais profundo e poético que isso ? Conseguir descobrir ou desvendar algo que ninguém mais no mundo sabe naquele momento e simplesmente ir dormir preocupado com os arbustos que precisa podar no Jardim pela manhã: isso sim é vencer!

 Vence quem consegue olhar pra dentro do abismo e encarar Deus e o Demônio olho no olho, saber da verdade profunda das coisas, e simplesmente continuar vivendo, existindo, respirando, comendo, suando, bebendo café com leite em botecos.

  99,9999999% das coisas realmente profundas e extraordinárias não chegarão à sua vida pelas vias normais e regulares. Ser anônimo é ser imortal. Só se vence no anonimato: só se pode ter uma vida única e extraordinária no absoluto anonimato. Despreze a fama, as luzes, os elogios, os comentários, o glamour, os títulos: seja 0,000001% das pessoas. Seja imortal: idolatre o anonimato.

  O anônimo se encaixa, se adapta, se hormoniza, se camufla em qualquer lugar: o anônimo é onipresente.

   Só vence, quem é esquecido.