sábado, 6 de junho de 2015

Eu sou a esperança.


  Considerando as montanhas de exemplos que aparecem todos os meses e anos, como o Mensalão, o Petrolão, a FIFA e tantos outros que não aparecem, concluo que ser ou ficar muito rico no Brasil em regra é um demérito, ou mesmo uma confissão de culpa. Enriquecer como única meta ou como meta final não é um bom negócio: vivemos num mundo do "Know How" e do "Know Who". Num mundo assim, necessariamente as idéias, coisas, lugares e pessoas mais especiais e extraordinárias estão fora da TV, da Internet e do mundo "civilizado". Não há esperança na Política, no Futebol, na Religião ou no Estado: os bandidos roubam do Estado e o Estado rouba dos bandidos e de todo o resto. A esperança ainda está nas mentes e corações de alguns seres humanos "fora da curva": só atitudes individuais podem humanizar o mundo. As instituições definitivamente são apenas nomes, siglas e brinquedos de diversão dos corruptos.
A esperança de como eu vejo o mundo, está exclusivamente nas minhas mãos.

O Sábio.



O sábio está sempre querendo aprender. O medíocre está sempre achando que o que ele(ela) sabe é totalmente suficiente.

A ideologia.



A ideologia é nada mais que uma forma de moldar as pessoas e o mundo de acordo com os interesses particulares de alguns poucos. Por isso, nada é mais elitista que o comunismo ou o populismo. O liberalismo, por outro lado, retira do indivíduo o direito de culpar os governantes corruptos ou o Estado ou as outras pessoas em geral pelas suas escolhas pessoais equivocadas e mal calculadas. Logo, a ideologia é a mãe de todas as covardias.

O Antissocial.

Empiricamente, o antissocial tem duas características muito claras: 
I) atitude reiterada de culpar os outros pelas suas tragédias e péssimas escolhas pessoais, 
E
II) idolatria dos pais (pai e mãe) como santos celestiais perfeitos infalíveis.

Pessoas Espetaculares.



99% das pessoas mais espetaculares e especiais que conheci foi em ambiente ou contexto escolar.

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Idolatre o anonimato.


  Conta-se que Sheakespeare escreveu que "nada é mais comum do que o desejo de ser notado".

  Brilhante (como sempre).

   De fato, essa parece ser uma característica comum a todas as pessoas, em especial os homens. E, se realmente é comum buscar ser notado, talvez uma das maiores e mais elevadas das virtudes seja perceber e compreender profundamente isso, ao ponto de nenhum modo ser notado. Mais que isso: se aprofundar e dominar a arte do anonimato. Não o anonimato jurídico... que é uma eterna briguinha infantil de gato e rato, de polícia e ladrão... mas sim o anonimato existencial: o anonimato no qual honestamente não se quer nem se pretende ser notável, porque... de fato ser notável é, em última análise, admirar sinceramente insetos como homens públicos, presidentes da república que, como se sabe, são marionetes da História, dos seus grandes egos circenses e dos contextos econômicos, sociais, culturais e políticos.

 Admiro demais gente como Newton, que simplesmente guardou suas descobertas... não contou a ninguém. Existe algo mais profundo e poético que isso ? Conseguir descobrir ou desvendar algo que ninguém mais no mundo sabe naquele momento e simplesmente ir dormir preocupado com os arbustos que precisa podar no Jardim pela manhã: isso sim é vencer!

 Vence quem consegue olhar pra dentro do abismo e encarar Deus e o Demônio olho no olho, saber da verdade profunda das coisas, e simplesmente continuar vivendo, existindo, respirando, comendo, suando, bebendo café com leite em botecos.

  99,9999999% das coisas realmente profundas e extraordinárias não chegarão à sua vida pelas vias normais e regulares. Ser anônimo é ser imortal. Só se vence no anonimato: só se pode ter uma vida única e extraordinária no absoluto anonimato. Despreze a fama, as luzes, os elogios, os comentários, o glamour, os títulos: seja 0,000001% das pessoas. Seja imortal: idolatre o anonimato.

  O anônimo se encaixa, se adapta, se hormoniza, se camufla em qualquer lugar: o anônimo é onipresente.

   Só vence, quem é esquecido.










segunda-feira, 25 de maio de 2015

Teorema de Coase.


   O genial economista britânico Ronald Harry Coase foi laureado com o Prêmio Nobel de Economia em 1991 por sua contribuição na área da Microeconomia, com a "Teoria da Firma". Em síntese, essa Teoria diz que uma Empresa tende a crescer na medida em que ela internaliza os custos de transação de um determinado produto. Ronald Coase colaborou com o surgimento de uma Disciplina que ficou conhecida como "Análise Econômica do Direito" (Law & Economics). Especificamente, o denominado "Teorema de Coase" estabelece que:

"num conflito de interesses, se as partes são limitadas e claramente identificáveis, a melhor alocação dos recursos materiais e econômicos (melhor custo-benefício) ocorrerá através da NEGOCIAÇÃO PRIVADA entre as partes, INDEPENDENTEMENTE DAS ATRIBUIÇÕES JURÍDICAS DOS DIREITOS DE PROPRIEDADE (do que a Lei ou o Juiz diga que está certo)".

   A crítica e idéia central do Teorema de Coase é o CUSTO SOCIAL DA SOLUÇÃO JUDICIAL. Coase notou essa Lei analisando as determinações da Comissão Federal de Comunicações dos EUA (FCC - "Federal Communications Commission"), e escreveu um artigo sobre o assunto em 1959. Coase observou que a forma como a FCC distribuia unilateralmente o espectro das frequências eletromagnéticas para as estações de Rádio e usuários não era a mais eficiente, e descobriu que quando os particulares podiam negociar livremente entre si as frequências se atingia a melhor alocação dos recursos (melhor custo-benefício), independentemente da definição legal (jurídica) de propriedade.

   Um exemplo é o seguinte: imaginemos que um empresário, aproveitando o baixo preço de locação do imóvel, inaugure uma Academia de Yoga ao lado de uma Fábrica Têxtil legalmente instalada num determinado imóvel de uma cidade. Depois de algumas semanas de funcionamento da Academia de Yoga, o empresário do ramo de Yoga percebe que fez uma péssima escolha para o local do seu empreendimento, pois o barulho provocado pelas máquinas da Fábrica Têxtil tornam a atividade-fim (de Prestação de Serviços de Aulas de Yoga) simplesmente impraticável. O empresário do Yoga então consulta o seu Advogado, que propõe uma solução jurídica tradicional: uma Ação de Indenização (cujo valor é uma estimativa do faturamento mensal da Academia de Yoga) com pedido LIMINAR DE INTERRUPÇÃO DAS ATIVIDADES DA FÁBRICA TÊXTIL, e o processo vai durar no mínimo 5 anos.

   O Teorema de Coase propõe que a melhor (mais barata) solução vai ocorrer por meio da Negociação Particular direta entre o empresário do Yoga e o empresário da Fábrica Têxtil, tendo como parâmetros: 1) Os custos das alternativas para a solução do problema, 2) a Parte causadora do Problema deve ter maior gasto na solução (a parte causadora do problema deve "Internalizar" o seu Erro). As alternativas da Negociação Particular são as seguintes:

       a) o empresário do Yoga paga para o empresário Têxtil ir para outro imóvel.

       b) o empresário Têxtil paga para o empresário do Yoga ir para outro imóvel.

       c) os empresários Têxtil e de Yoga dividem por igual o custo da Fábrica Têxtil mudar de endereço.

       d) os empresários Têxtil e de Yoga dividem por igual o custo da Academia de Yoga mudar endereço.

       e) o empresário Têxtil paga sozinho um Serviço de Isolamento Acústico de toda a Academia de Yoga.

       f) o empresário do Yoga arca sozinho com todos os custos de um Serviço de Isolamento Acústico de toda a Academia de Yoga.

       g) o empresário do Yoga arca sozinho com todos os custos de um Serviço de Isolamento Acústico de toda a Fábrica Têxtil.

       h) o empresário Têxtil arca sozinho com todos os custos de um Serviço de Isolamento Acústico de toda a Fábrica Têxtil.

       g) o empresário Têxtil DIVIDE com o empresário do Yoga todos os custos de um Serviço de Isolamento Acústico de toda a Academia de Yoga.

        h) o empresário Têxtil DIVIDE com o empresário do Yoga todos os custos de um Serviço de Isolamento Acústico de toda a Fábrica Têxtil.


       Para o Teorema de Coase, qualquer tipo de invocação de direito de propriedade é irrelevante e inútil para se chegar no menor gasto possível para resolver o problema. Logo, uma solução possível é encontrar o menor Custo dentre todas as soluções possíveis:

           1)  a Academia de Yoga se instalar em outro imóvel;
           2) remoção da Fábrica Têxtil para outro endereço;
           3) isolamento Acústico da Fábrica Têxtil;
           4) isolamento Acústico da Academia de Yoga.

     Depois, verificar qual é o menor Custo (que será a solução escolhida). Suponhamos que, neste caso, o menor Custo ocorre com a mudança da Academia de Yoga para outro imóvel (outro endereço). Em seguida, é fundamental identificar claramente quem foi o RESPONSÁVEL PELO CONFLITO (quem "externalizou uma internalidade" = quem Errou). Nesse caso, claramente o responsável pelo conflito foi o Empresário do Yoga (por escolher mal o imóvel para a instalação do seu negócio), logo, ele deve arcar proporcionalmente mais com o custo da solução mais barata (mudança de Endereço da Academia de Yoga). Assim, por exemplo, suponhamos que o Custo para a Academia mudar de endereço seja de R$ 20.000. O "senso comum" sugere que ambos os empresários (da Fábrica Têxtil e do Yoga) devem arcar cada um com metade desse custo (R$ 10.000 cada um), e suponhamos que o Empresário do Yoga estivesse disposto a gastar até R$ 9000 com Advogado e Custos do Processo para obter uma Solução Judicial. Portanto, o valor que o Empresário do Yoga estaria disposto a gastar com Advogado e Custos do Processo é exatamente o valor que o Empresário do Yoga deve pagar a mais para resolver o Problema: ou seja, o Empresário do Yoga deve arcar com R$ 19.000 = R$ 10.000 (metade do Custo) + R$ 9.000 (Custo com Advogado e Custos do Processo) (dos R$ 20.000 de Custo para a Academia de Yoga mudar de Endereço), e o Empresário Têxtil deve arcar com R$ 1000 para resolver imediatamente o problema, e ELIMINAR A POSSIBILIDADE de Êxito da Ação de Indenização ou, o que é mais grave, ou de uma Decisão Judicial Liminar (antecipada).




  Como se nota, a TRANSPARÊNCIA TOTAL na NEGOCIAÇÃO PARTICULAR entre as partes é FUNDAMENTAL para que se possa aplicar o Teorema de Coase: enxergar e verificar os Custos Objetivos envolvidos para se Resolver o Problema e a identificação precisa dos Erros Humanos causadores do Conflito de interesses dos empresários. Assim, fica claro que a solução judicial será a única alternativa quando não houver TRANSPARÊNCIA e BOA-FÉ na busca da solução do conflito entre os empresários.

      Referências:

           https://www.youtube.com/watch?v=ZnhZn1vkV_w

           http://www.contabilidade-financeira.com/2012/08/teorema-de-coase.html

           http://investimentosesustentabilidade.blogspot.com.br/2010/02/teorema-de-coase-meio-ambiente-e.html

           http://www.ppge.ufrgs.br/giacomo/arquivos/quest-eco/externalidades.pdf

           

terça-feira, 19 de maio de 2015

Entropia Negativa Consultoria Empresarial.


      Recomendamos os nossos colegas da Entropia Negativa Consultoria Empresarial: Ciência, Pragmatismo e Objetividade na resolução do seus problemas e da sua empresa.

        http://entropianegativaconsultoria.blogspot.com.br/

             entropianegativaconsultoria@gmail.com

                      Abraços.


Aos nossos fãs que não gostam desse Blog.



     Aos nosso fãs que não curtem esse Blog, gostaríamos de dizer existe um "x" no canto direito da aba do seu navegador. É só clicar nesse "x", fechar a página e sair do blog.

      Não estamos aqui para te agradar.

            Mamãe te ama.

                 ;)  ;)  ;)
                    

sábado, 16 de maio de 2015

Razões pra você não querer ser Funcionário Público.



O indivíduo que decide sinceramente se tornar funcionário público desistiu de todas as outras alternativas e possibilidades: esse indivíduo chegou ao ponto de só pensar exclusivamente em si mesmo (no seu bem estar e estabilidade e vitaliciedade financeira), e ainda ter arrogância, prepotência e alienação de pensar e dizer que "contribui" de "forma mais elevada" para o Estado e para a sociedade. Mas qual é o problema de pensar só em si mesmo ? De fato, nenhum... mas, antes de me apedrejar, reflita se algum Procurador, Juiz, Promotor, Auditor, Defensor ou Analista trabalharia gratuitamente para o Estado por uma questão de honra ou ideologia. Paradoxalmente, aqueles que querem melhorar o mundo ficam bilionários justamente por talvez não pensarem primeiramente em enriquecer, e sim em resolver um problema qualquer do resto da humanidade, como criar o computador (Alan Turing), criar a internet (Berners Lee), inventar um Google (Page e Brin), desenvolver um Facebook (Zuckerberg) ou revolucionar a Educação (Khan Academy). Quem doou mais dinheiro pra instituições de caridade ou para ajudar estudantes ? Juízes, Promotores e Servidores Públicos ou gente como o Bill Gates, o Paulo Lemann e o Zuckerberg? Ninguém gosta mais de dinheiro do que os funcionários públicos de elite (juízes e amigos). Graças ao capitalismo (e a eficiência que o governa), o lado bom é que o capital lícito sempre foge da corrupção, ineficiência e lentidão dos funcionários públicos. Quando uma pessoa vê um salário de R$ 20.000 por mês num edital de concurso e começa a salivar, essa pessoa se pôs um preço, ou seja, renunciou a todos os seus sonhos e outros projetos possíveis pelo preço de R$ 20.000 por mês, por exemplo.
Certa vez , um colega meu me disse que por R$ 1 milhão ele deixaria o "investidor" fazer sexo com a esposa dele: eu concluí e disse ao meu eminente colega que, do ponto de vista lógico, a esposa dele é uma prostituta e ele é um corno manso, pela simples razão de que existe um PREÇO para que outro homem faça sexo com ela e, se existe um preço, tudo passa a ser uma questão de negociação, uma tubaína sem gás ou R$ 1 milhão, pouco importa. De modo análogo, quando um engenheiro, um físico, um publicitário, um matemático, um filósofo ou mesmo ou bacharel em Direito se põe um preço (o valor do salário do funcionário público), ele se comporta de modo semelhante ao meu colega que negociou a esposa: é só uma questão de negociar (escolher) o preço (salário), pois não existem princípios, preferências ou ética em jogo. Que fique claro: as pessoas querem um salário de R$ 20.000/mês e por isso tentam se tornar juízes, e não se tornam juízes por ideal e coincidentemente descobrem (sem querer) que o "digno" e "justo" salário é de R$ 20.000/mês. Veja bem: nada contra os funcionários públicos de elite (juízes, promotores, etc.) terem salários de R$ 20 mil, R$ 40 mil, R$ 100 mil ou R$ 300 mil (executivos da iniciativa privada ganham isso e muito mais), mas o graaaaaaande problema é tentar justificar a regalia material e financeira desse pessoal com ficções adolescentes como garantia de "independência funcional", "livre convencimento", "cultura ampla e geral", "conhecimento enciclopédico", "reputação ilibada" e outras virtudes nobres e elevadas que nós, pobres mortais burros e estúpidos, não temos e nunca teremos. Piada né...?
A cada estudante brilhante que decide ser um juiz por exemplo (que custa uma fortuna para a sociedade e para o Estado, com salário, indenizações, diárias, auxílio livro, auxílio transporte, auxílio toga, auxílio vernáculo, etc.), toda a sociedade perde um potencial empreendedor-empresário que poderia gerar muita riqueza pra muitas pessoas e toda a sociedade (muitos e muitos empregos e ações e lucros e dividendos) e ainda gerar mais riqueza para o próprio Estado (pagando mais tributos e contribuições). Logo, incentivar a indústria dos concursos públicos é uma tragédia para toda a sociedade e principalmente para a Economia, menos para os donos de Cursinhos e para os próprios funcionários públicos, pois 99% das vezes os professores e donos de cursinhos são funcionários públicos (juízes, promotores, defensores, procuradores, ou ex-juízes, ex-promotores, etc.).

   Num Sistema Político no qual ministros (juízes) da Corte Suprema e de todos os Tribunais Superiores são NOMEADOS LIVREMENTE pelo Presidente da República e no qual Advogados podem se tornar juízes (Desembargadores e Ministros) pelo "Quinto Constitucional" não há ideologia ou valores morais elevados, mas apenas a velha e gorda POLITICAGEM.

  E gostaria de deixar claro que não temos nada contra PESSOAS, mas sim contra CARGOS, FUNÇÕES e INSTITUIÇÕES. Os que defendem os "funcionários-públicos heróis" dizem que a excelência, capacidade e competência INTELECTUAL de um funcionário público é comprovada pelo CONCURSO PÚBLICO. Pois bem... acompanhe o raciocínio e os argumentos:

    1) o Concurso Público tenta avaliar o conhecimento da pessoa NUM DETERMINADO MOMENTO E PERÍODO DE TEMPO (nem ANTES e nem DEPOIS). Uma vez aprovado (ou passado o tempo do "estágio probatório"), NEM JESUS CRISTO tira o cara do cargo do qual ele se APROPRIOU ("tomou posse"), porque é "direito adquirido".

    2) EXISTE UM FATOR REAL DE SORTE NA APROVAÇÃO: por exemplo, se a "nota de corte" (nota mínima para se passar no concurso ou para a próxima fase do concurso) é 50 PONTOS (de acordo com as regras do concurso (EDITAL) ), temos consequências nefastas na avaliação do "mérito intelectual" das pessoas, pois uma candidata que fez 50 PONTOS é aprovada e equiparada (IGUALADA) a uma candidata que fez 98 PONTOS, e um candidato que fez 49 pontos é equiparado a um candidato que fez 15 pontos. OU SEJA, o Estado procura pessoas médias (no sentido negativo do termo), mediocrizando pessoas extraordinárias e supervalorizando medíocres. Assim, o CONCURSO PÚBLICO É UM MOEDOR DE CARNE CUJA FUNÇÃO É EQUALIZAR (E IGUALAR) PESSOAS NATURALMENTE DESIGUAIS.

      3) EXISTE UM FATOR REAL DE SUBJETIVIDADE NA APROVAÇÃO: além da PROVA OBJETIVA (Questões de Múltipla escolha: 1ª Fase), as demais fases (DISSERTATIVAS E ORAL) são ABSOLUTAMENTE SUBJETIVAS (ORAL) ou "QUASE-ABSOLUTAMENTE SUBJETIVAS" (DISSERTATIVAS), pois são pessoas de "notável saber" e "reputações intocavelmente ilibadas" que são os "examinadores" das provas dissertativas e orais.

   Logo, por uma questão de potencial utilidade desse texto ao leitor "concurseiro", a nossa dica pra passar em concurso é razoavelmente simples: mantenha-se constantemente inscrito(a) num concurso público da sua escolha e fazendo as provas (esse é o "investimento"), e lembre que são as reprovações que te darão dados empíricos preciosos (dados, estatísticas, informações) para a aprovação, por meio das matérias e assuntos nos quais você tem pior desempenho e puxam sua média geral pra baixo. Estude com tranquilidade e ESTRATÉGIA: o que realmente IMPORTA (para o Estado que te avalia) É O QUE VOCÊ NÃO SABE OU SABE MENOS (lembre que o Estado quer te EQUALIZAR através do Concurso Público), e não O QUE VOCÊ SABE MAIS OU TEM PAIXÃO (por essa razão que ESPECIALISTAS são desprezados pelo ESTADO (que quer generalistas prolixos), e valem tantos e tantos e tantos milhões de dólares para a iniciativa privada). Basta observar nos editais de Concursos Públicos, por exemplo, quanto "vale" para o Estado um Engenheiro com Phd (Doutorado) em Microeletrônica e quanto "vale" esse mesmo Engenheiro para o Vale do Silício.

   Nos concurso jurídicos em particular se observa a lógica do "pode / não pode": a mesma lógica de qualquer dona de casa... "isso pode! ", "isso não pode...", "isso eu deixo...", "aquilo eu não deixo !", "tem que me respeitar!", "Isso é intolerável...", "Aquilo não quero... isso eu quero...". Existem até "especialistas em Concursos Públicos" (= profundos conhecedores da Equalização Humana) que dizem que, em concursos jurídicos, se a dúvida persistir, "responda o que a sua mãe responderia" porque as mães "carregam muito da moralidade presente nas normas jurídicas". É importante lembrar também que, em regra, mães idolatram juízes mas não conhecem Nietzsche, Niccolò Paganini, James Gosling ou Andrew Wiles...

   Por uma questão de urgência e emergência e necessidade até Einstein foi funcionário público: "Terceiro Oficial no Serviço de Patentes Suiço em Berna". Como não tinha nada pra descobrir ou revolucionar no "Serviço de Patentes", o Albert decidiu formular o artigo "Sobre a eletrodinâmica dos Corpos em Movimento" (“Zur Elektrodynamik bewegter Körper”) (Teoria da Relatividade), e o resto é história...

   A cada juiz e promotor e procurador a mais, nós perdemos empreendedores e cientistas brilhantes, e olhe o mundo à sua volta... o mundo precisa muito mais de empreendedores e cientistas geradores de riqueza (econômica, cultural e científica) do que de juízes e promotores medievais. E lembre-se: o fato de um tribunal ser informatizado ou um juiz escrever a sentença dele num iPhone não significa que o Judiciário ou o Estado evoluiu. Muito pelo contrário: os juízes (e funcionários públicos em geral) continuam prolixos, lentos e medievais e só usam a tecnologia pela mesma razão que qualquer outra pessoa no mundo usa a tecnologia... porque a Apple, a IBM, o Facebook, o Google, a Microsoft quis que fosse assim. O fato é que a tecnologia virtual pôs o Estado de joelhos... e ainda tem muito por vir.

  A cada dia que passa, funcionários públicos e professores são tranquilamente substituíveis pelo Google, Facebook, Khan Academy, Alibaba, dentre outros. E não adianta ficar dodói... o processo é irreversível.

         Abração.


     Referências:

                http://resistir.info/rui/einstein.html

                   http://www.scientiaestudia.org.br/biblioteca/biblio_einstein.asp


domingo, 10 de maio de 2015

A idéia da Eficiência como Sintropia Econômica.




       O dicionário traz uma definição aproximada de eficiência: "eficiência é atingir o resultado com um mínimo de perda de recursos, isto é, fazer o melhor uso possível do dinheiro, do tempo, materiais e pessoas".
       Pois é... pois é...

       Existe um conceito lindo em Termodinâmica (ramo da Física Clássica-Newtoniana, que analisa os efeitos e causas das alterações de temperatura, pressão e volume de um sistema físico) chamado "entropia". Antes de falar da entropia, gostaria de lembrar um detalhe colossal na história da Física: foi estudando a TERMODINÂMICA DO CORPO NEGRO (especificamente a "Radiação do Corpo Negro") que o senhor Max Plack fundou a FÍSICA QUÂNTICA. Pra mim, isso faz muito sentido, porque a matéria menos quantificável da Física Newtoniana e mais estatisticamente sinistra sempre foi a Termodinâmica. As 3 leis da Termodinâmica são: 1ª) a energia se conserva nos processos térmicos, 2ª) a entropia de um sistema físico tende a aumentar com o tempo, 3ª) a entropia de um sistema no zero absoluto é uma constante (postulado de Walther Nernst).

      A "entropia" é um conceito termodinâmico que "mede" o grau de desorganização de um sistema físico. A entropia, pela sua natureza bizarra para a compreensão humana, tem despertado as mais variadas interpretações, inclusive místicas (link abaixo). O próprio Schrödinger se surpreendeu com a aplicação da idéia de entropia à vida, ao corpo humano. Num livro chamado "O que é Vida ?" de 1944, Schrödinger reflete sobre a relação de causa e efeito entre a DESORGANIZAÇÃO MICROSCÓPICA e a ORDEM MACROSCÓPICA (OU VICE-VERSA):
O desdobramento de eventos no ciclo de vida de um organismo exibe uma admirável regularidade e ordem, sem comparação com qualquer coisa que encontramos na matéria inanimada. Descobrimos que esse ciclo é controlado por um grupo de átomos supremamente bem ordenado, que representa apenas uma fração muito pequena da soma total de átomos em toda a célula. Além disso, do ponto de vista que formulamos acerca do mecanismo de mutação, concluímos que basta o deslocamento de uns poucos átomos apenas dentro de grupo de “átomos dirigentes” da célula germinativa para fazer aparecer uma alteração bem definida nas características de larga escala do organismo.
Esses fatos são, por certo, o que de mais interessante a ciência revelou em nossos dias.” 

   Eu, particularmente, não consigo pensar a eficiência sem pensar no conceito de entropia. O dicionário e os economistas definem eficiência como variações do seguinte: "maior resultado possível com o menor esforço possível". Porém, essa definição simplesmente DESPREZA a idéia de desorganização (entropia). Uma pedra de gelo se derretendo em temperatura ambiente e entrando no estado líquido é uma das verificações mais caseiras possíveis da entropia positiva do universo (que pode ter relação direta com o Big Bang e o fato do universo estar se expandindo). Se pensarmos unicamente em resultado e esforço podemos concluir que é eficiente um homem matar outro homem para se apossar da mulher do morto, ou ainda é eficiente um homem roubar o dinheiro de outra pessoa ou instituição do que trabalhar muiiiiiiiiiiiiiito para obter o mesmo dinheiro. A eficiência econômica tem que incorporar a idéia de entropia: a idéia de desorganização de um sistema econômico. E minha proposta de eficiência econômica é idêntica ao conceito físico de entropia: todo sistema econômico tende ao caos.

  O Equilíbrio Econômico Geral entre Oferta e Demanda estabelece que no PONTO DE EQUILÍBRIO a oferta satisfaz EXATAMENTE a demanda, "ceteris paribus" (considerando todas as demais variáveis constantes). O próprio "Equilíbrio de Nash" (John Nash Forbes Jr. - Nobel de Economia em 1994) estabelece que num jogo envolvendo 2 ou mais jogadores nenhum jogador tende a ganhar mudando sua estratégia unilateralmente. Vejo entropia econômica nisso: é como uma única pessoa achar que pode unilateralmente limpar toda a cidade de São Paulo-SP simplesmente porque só ela recicla o próprio lixo que produz. Um possível equilíbrio de Nash nesse exemplo seriam os produtores de lixo COOPERAREM na coleta e reciclagem do lixo produzido individualmente por cada um. Caso contrário, a entropia econômica positiva do macrossistema econômico se observa: caos e desordem.

  Ainda, o "teorema de Coase" estabelece que "quando os custos de transação (negociação) são nulos e os indivíduos em conflito são claramente identificáveis, a melhor alocação dos recursos (maior resultado com o mínimo esforço) ocorre por meio da negociação privada (entre os indivíduos), INDEPENDENTEMENTE DA ATRIBUIÇÃO JURÍDICA DOS DIREITOS DE PROPRIEDADE (independentemente do que a lei ou o juiz diga a respeito de quem está "certo" e quem está "errado"). Veja que teorema de Coase é uma condicionante para limitar a natural entropia positiva dos microssistemas econômicos.

 O Daniel Kahneman (Nobel de Economia em 2002), ao estabelecer que nas decisões econômicas os agentes econômicos são mais conservadores diante do medo da perda também mostra, de certo modo, um esforço para manter uma situação de "contenção" à tendência da entropia econômica positiva.

 Milton Friedman (Nobel de Economia em 1976), ao defender o consumo e o neoliberalismo, observou que na distribuição geral do bem estar a iniciativa privada é muito mais "eficiente" que o Estado (concordo em gênero, número e grau). Uma frase clássica de Friedman que resume essa idéia é: "OS GOVERNOS NUNCA APRENDEM. SOMENTE AS PESSOAS APRENDEM".

  Logo, nesse contexto, PENSANDO a eficiência em termos de "entropia econômica" - que seria nada mais do que um afastamento natural do "ótimo de pareto" (que é a melhor utilização possível de um agente econômico de um determinado tipo de recurso material) -, concluí-se que todo sistema econômico tende a se afastar naturalmente do "ótimo de pareto" (Eficiência à Pareto), e é precisamente a RACIONALIDADE HUMANA que, GASTANDO ENERGIA E RECURSOS MATERIAIS e ECONÔMICOS, cria o "Eficiência à Pareto". Um boteco, uma multinacional ou um Estado mal administrado está sujeito à força positiva da entropia econômica: o gelo tende a derreter (e não produzir mais gelo) da mesma forma que 100 dólares tendem a desaparecer no mercado (e não produzir mais riqueza e bem estar individual e/ou geral). É o gasto de energia e recursos que mantêm e produz mais gelo, da mesma forma que é o gasto de energia e recursos que faz 100 dólares "se manter" 100 dólares ou produzir mais 100, 1000, 10.000 dólares.

   Nesse contexto, a lei jurídica é útil na medida em que em alguns casos pode estabelecer fundamentos morais para a contenção da natural entropia econômica positiva.

   Talvez, de um jeito mais fácil de compreender: num boteco, é preciso o gasto de energia e recursos (com conhecimentos, pessoas e aplicação de regras) para que externalidades como familiares e parentes e amigos não consumam de graça, para que o controle e contabilidade se faça de forma tecnológica e mais precisa possível (essas coisas não vão acontecer sozinhas: é a entropia econômica positiva).

   Eficiência: controle da desorganização natural de um sistema econômico (afastamento da Eficiência à Pareto) pela aplicação EMPÍRICA E RACIONAL de energia e recursos. Por essa abordagem, fica também claro que o CUSTO MÍNIMO E O RESULTADO MÁXIMO NÃO É SINÔNIMO DE EFICIÊNCIA, SE NÃO ATACA A DESORGANIZAÇÃO, A DESORDEM. Eficiência é a diminuição da desorganização de um sistema econômico, sendo que a desorganização é a perda irreversível de recursos econômicos. Logo, eficiência econômica é a diminuição da perda irreversível de recursos econômicos, não tendo necessariamente relação direta com a diminuição de custos e maximização de resultados: maximizar custos ou diminuir resultados pode não diminuir a perda irreversível de recursos econômicos num determinado contexto e/ou lapso temporal (é o que ocorre em "ajustes fiscais" do Estado ou em Investimentos gerenciais, operacionais e/ou tecnológicos em Empresas: se gasta recurso (e se aumenta o custo) para não se obter nenhum resultado... é a diminuição da entropia (desorganização) do sistema econômico considerado). Em particular: lucrar é é conseguir estar um (ou mais) "passos" na frente da entropia econômica.
    
   A "máquina de Carnot" é uma máquina ideal que utiliza calor pra realizar trabalho, e pelo "teorema de Carnot" não há máquina térmica mais eficiente que a máquina de Carnot. As melhores máquinas térmicas (motores) atuais podem talvez chegar a 25% de eficiência (25% de conversão de energia química em energia mecânica). Mesmo no contexto de Carnot, a idéia da eficiência como sintropia (oposto de entropia) funciona: deve existir um limite para a sintropia de um sistema econômico (conversão de soluções racionais em organização de um sistema econômico).
 
   A desordem humana é a ordem do universo...
   Eficiência é Sintropia.


   Abraços.

Referências:

       http://www.dicionarioinformal.com.br/efici%C3%AAncia/

        http://www.fisica-interessante.com/fisica-termodinamica-entropia.html

           http://pt.wikipedia.org/wiki/Entropia

            http://pt.wikipedia.org/wiki/Termodin%C3%A2mica

              http://gazetadefisica.spf.pt/magazine/article/366/pdf

            http://fig.if.usp.br/~oliveira/planck.pdf

             http://pt.wikipedia.org/wiki/Terceira_lei_da_termodin%C3%A2mica

             http://www.agsaw.com.br/tema38.htm

           http://rizomas.net/cultura-escolar/material-didatico/biologia/192-o-que-e-vida-trechos-selecionados-de-schroedinger.html

             http://pt.wikipedia.org/wiki/Equil%C3%ADbrio_de_mercado

                  http://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_do_equil%C3%ADbrio_geral        

                http://pt.wikipedia.org/wiki/Ceteris_paribus

                  http://pt.wikipedia.org/wiki/Equil%C3%ADbrio_de_Nash

               http://pt.wikipedia.org/wiki/Teorema_de_Coase

                 http://pt.wikipedia.org/wiki/Daniel_Kahneman

                      http://pt.wikipedia.org/wiki/Milton_Friedman

                        http://www.libertarianismo.org/index.php/author/milton-friedman/

                     http://www.suapesquisa.com/quemfoi/milton_friedman.htm

                       http://pt.wikipedia.org/wiki/Efici%C3%AAncia_%C3%A0_Pareto

                           http://blogdaengenharia.com/fisicos-alemaes-projetam-o-motor-mais-eficiente-mundo/

sábado, 9 de maio de 2015

Texto Vivo.


 Como vocês já perceberam, a nossa forma de escrever e compor é orgância, pulsante, viva: significa, mais ou menos, que às vezes temos uma idéia que resumimos num "título", para dissertarmos e fundamentarmos depois.
  Ainda, texto já escritos são constantemente editados para constar idéias e elementos que fugiram no momento da escrita: o texto tem vida própria.

Porque o Direito não é (e nunca será) Ciência.


   O Direito não é Ciência.

   Se lê e se ouve falar por aí "Faculdade de Ciências Jurídicas", "Centro de Ciências Jurídicas", "Instituto de Ciências Jurídicas", "Centro de Pesquisas Jurídicas", e assim vai. Isso é uma tecnocracia e corporativismo inerente aos nossos amigos do Direito, que querem de qualquer jeito, no grito e na marra, dizer que "laranja" é "maçã", "porque sim" e ponto final.

  O que é Ciência ?

  Tem um pessoalzinho que ficou conhecido como "Círculo de Viena" que, nas décadas de 1920 e 1930, se encontravam na Universidade de Viena, e simplesmente revolucionaram a Ciência e a Filosofia, em especial (re)inventaram o EMPIRISMO LÓGICO. Nesses rolês se encontravam gente da potência de Wittgenstein, Nergmann, Hahn, Feigl, Menger, Neurath, Carnap, KURT GÖDEL, Tarski, Quine, KARL POPPER, dentre outros.

  Enfim... dá uma procurada no Google aí... dá pra falar a vida inteira sobre as filosofias desses caras citados acima (e outros não citados), mas, para o tema desse texto, seguem algumas humildes considerações abaixo.

   Kurt Gödel: esse cara é o autor de um Teorema conhecido como "Teorema da Incompletude de Gödel". Pra dona de casa (ou o advogado) tentar entender: logicamente, uma teoria T1 não pode provar a consistência de qualquer teoria T2 a qual prova a consistência de T1. Ou, talvez de outro modo: um "sistema lógico" não pode provar a validade (consistência) de outro "sistema lógico", ou ainda, não dá pra provar Matematicamente que Deus não existe, ou não dá pra provar pela Fé a origem do universo. E o que mais se vê no Direito (em sentenças, acórdãos, "doutrinas", etc.) é exatamente a violação das consequências do Teorema de Gödel: provar a validade de um ponto de vista (consistência) usando elementos de todos os sistemas lógicos que sejam convenientes àquele que decide um assunto (seja o juiz ou o doutrinador). Observe... não há nenhum tipo de lógica nisso... há somente força: OBEDEÇA AO QUE EU DECIDI. O Direito parte de uma inconsistência lógica fundamental: de que as leis ou jurisprudência (que é uma solução sobre a aplicação da lei a um caso concreto) estão corretas, válidas e consistentes. Por essa razão que causa tanta perplexidade ao pessoal do Direito ter que fazer ajustes lógicos diariamente pra poder sobreviver: "Diálogos de Fontes", "Interpretações Holísticas", "Neoconstitucionalismos", "Direito Transindividuais", dentre outras e outras pérolas que nascem semanalmente da mente criativa dos nossos colegas do Direito.

 O Direito é ANTINOMIA (conflito de proposições). Uma norma jurídica diz que "A é possível", e outra norma jurídica diz que "A não é possível", e a solução é a OPINIÃO de alguém (um juiz), que pode mudar a qualquer momento de acordo com o humor daquele que opina (juiz). O Direito não é exato, porém isso não autoriza que seja IMPRECISO, porque a imprecisão é irmã gêmea da arbitrariedade (uso do arbítrio de acordo com a vontade aleatória).

  Carnap: esse senhor (Rudolf Carnap) estabeleceu uma coisa chamada princípio da Tolerância, que diz que não há uma forma lógica única de descrever o mundo. Mais uma vez, o Direito parte da "Pirâmide Hierárquica de Kelsen" (idéia de "Norma Hipotética Fundamental" = Constituição Federal), e despreza qualquer outra possibilidade de descrever mesmo o próprio "mundo jurídico dos conflitos" de outra forma. É esse engessamento e enclausuramento lógico que dá conforto para os doutrinadores do Direito empunharem a tal "Dogmática Jurídica" para fundamentar que o Direito é do jeito que é "porque sim". Usando um raciocínio circular e recorrente, o pessoal do Direito diz que, DO PONTO DE VISTA LÓGICO, as pessoas têm que obedecer as leis "porque sim", as pessoas têm que obedecer o decisão do juiz "porque sim", o juiz tem poder pra decidir "porque sim", tem juiz (desembargadores e ministros) que manda mais que outro juiz "porque sim", e um político (presidente da república) escolhe o juiz supremo (juiz da Corte Suprema) "porque sim", e outros políticos (parlamentares) podem mudar ao regra anterior (mudando a Constituição) também "porque sim". Ainda, Carnap propôs que uma idéia somente pode ter validade científica se puder, em algum grau, ser VERIFICADA (isso é conhecido como Princípio da Verificação). E, no Direito, as pessoas CRIAM TEORIAS DA NOITE PRO DIA SEM NENHUM COMPROMISSO DE COMPROVÁ-LAS, sob o sofisticadíssimo argumento de que "o Direito não é Ciência Exata"... então tá bom...

  Já li sobre (e entendi) a Mecânica Quântica, já li sobre (e entendi) a Relatividade Geral, já li sobre (e entendi) o Empirismo Lógico, já li sobre (e entendi) a Filosofia da Linguagem... mas não dá pra entender FILOSOFIA DO DIREITO, simplesmente porque não há o que entender. A própria "Filosofia de Direito" de Hegel não fala nada de Direito, mas de Sociologia, Relações Internacionais, e Filosofia Política: ou seja, PROLIXIDADE INFINITA, que é o que é o Direito (prolixidade). Em Direito, ser prolixo é ser "letrado", "profundo", "polímata": quanto mais "enrolar", melhor !

  No Direito Processual, por exemplo, temos o senhor Oskar Von Bülow, que em resumo diferenciou "Processo" de "Procedimento". E DAÍ ? A diferença entre Processo e Procedimento é óbvia desde Aristóteles: o Procedimento está contido no Processo (qual é novidade ?). E a "mutação constitucional" (que é a mudança de interpretação da Constituição Federal pelo Poder Judiciário) ? Usar termos científicos e evolucionistas ("mutação") quando convém tudo bem né ?... entendi...

  Não me impressiona que a monstruosa maioria dos operadores do Direito sejam religiosos radicais (ligados e igrejas e seitas mesmo) e/ou místicos (maçonaria e outras sociedades secretas): o Direito é DOGMA, assim como qualquer Religião (o Livro Sagrado é Indiscutível). Basta observar que na imensa maioria das Cortes Supremas (e muitos e muitos Tribunais inferiores) do mundo tá lá na parede um CRUCIFIXO, e ponto final.

  Gostaria de citar também aqui nessa singela reflexão ainda o Ronad Coase (prêmio Nobel de Economia em 1991), em especial o "teorema de Coase" (tem-se chamado esse ramo de "Análise Econômica do Direito" - Law and Economics). Coase descobriu através das suas pesquisas EMPÍRICAS que:

    "quando os custos de transação são nulos e os indivíduos em conflito são claramente indentificáveis, a melhor alocação dos recursos (custo mínimo) é obtida através da negociação privada das partes (pessoas), INDEPENDENTEMENTE DA ATRIBUIÇÃO JURÍDICA DOS DIREITOS DE PROPRIEDADE". Pense no som alto do seu vizinho e a sua vontade de fazer Yoga, e as possíveis alternativas envolvendo as distribuições dos custos econômicos para ambos (você e o vizinho) na tentativa de resolver o conflito (por exemplo: o seu vizinho alugar um lugar para você fazer Yoga no horário em que ele quer ouvir som alto, e/ou você pagar para ele ouvir som num horário distinto do horário no qual você quer fazer Yoga, e/ou você ou o seu vizinho se mudar pra outra casa, ou o seu vizinho construir um quarto acústico para ouvir som alto a hora que ele quiser): você pode concluir até intuitivamente o "teorema de Coase" (quem abusa de um direito (ouvir o som alto ou querer fazer Yoga a qualquer horário)  deve arcar economicamente um pouco mais, na solução média, pela vontade de exercer o seu direito livremente.


    Em linguagem de boteco: se você tem um conflito com o seu vizinho, e não existe NENHUM CUSTO para você negociar livremente com ele, a solução mais eficiente (melhor custo-benefício) do conflito ocorrerá através da solução privada (particular entre você e seu vizinho), INDEPENDENTEMENTE DE QUEM A LEI OU JUIZ OU O TRIBUNAL DIGA QUE ESTÁ "CERTO" ou "ERRADO". Quantos advogados, juízes e promotores sabem disso ? O pessoal de diversos ramos do Direito como "Direito Administrativo", "Direito Processual", "Direito Civil", "Direito Penal" quer vomitar uma hiena quando ouve o Teorema de Coase, porque o Coase demonstrou um caminho para acabar (ou diminuir) com a multimilionária "indústria do conflito" (tão forte no Brasil), desde que os que brigam (AUTOR X RÉU) sejam muito bem definidos (que é o caso de zilhões de processos).

  O pessoal do Direito se orgulha da CONCILIAÇÃO, mas, como quem caminha para o abismo, eles não tem opção no longo prazo senão reconhecer que o DIREITO SE "REDUZ" ("reduz" para o povo "elevado" do Direito) À CONCILIAÇÃO. Pra nós, a situação é muito mais clara ainda: O DIREITO NÃO É CIÊNCIA E NUNCA SERÁ... O DIREITO É CONCILIAÇÃO.

 Conclusão ? Soluções jurídicas são sempre soluções de força (força física mesmo), mas jamais soluções de lógica... e muito menos soluções científicas.

                Aquele abraço hein !


   Referências:

       http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%ADrculo_de_Viena

       http://pt.wikipedia.org/wiki/Teoremas_da_incompletude_de_G%C3%B6del

       http://pt.wikipedia.org/wiki/Antinomia
     
       http://ojs.c3sl.ufpr.br/ojs/index.php/direito/article/view/34864

       http://pt.wikipedia.org/wiki/Antinomia_jur%C3%ADdica

       http://www.jusbrasil.com.br/topicos/297220/dogmatica-juridica

       http://investidura.com.br/biblioteca-juridica/artigos/filosofia-do-direito/3050-breve-introducao-ao-estudo-da-dogmatica-juridica
         
       http://pt.wikipedia.org/wiki/Princ%C3%ADpios_da_Filosofia_do_Direito

        http://elpidiodonizetti.jusbrasil.com.br/artigos/121940209/evolucao-fases-do-processualismo-sincretismo-autonomia-instrumentalismo-e-neoprocessualismo

        http://www.ambito-juridico.com.br/site/?artigo_id=9813&n_link=revista_artigos_leitura

        http://pt.wikipedia.org/wiki/Ronald_Coase

      http://pt.wikipedia.org/wiki/An%C3%A1lise_econ%C3%B4mica_do_direito

        http://en.wikipedia.org/wiki/Law_and_economics

           http://www.press.uchicago.edu/ucp/journals/journal/jle.html




Estressômetro.


quinta-feira, 7 de maio de 2015

"Pobre aos 35 anos ? A culpa é sua ! "



    A frase é do chinês Jack Ma, fundador e maior acionista individual (por volta de 9%) da empresa Alibaba Group, um grupo de empresas (com sede em Hangzhou, China) focada em e-commerce (business-to-business (B2B), varejo e pagamentos on-line inclusive para computação "em nuvem". O Alibaba surgiu em 1999 e é um equivalente do e-Bay americano (fundada em 1995, nos EUA, por Pierre Omidyar). A fortuna pessoal de Jack Ma hoje é estimada em R$ 55 bilhões.
   A Alibaba é responsável por 60% das entregas na China, e é maior que o rival amerciano e-Bay e tem  mais de 250 milhões de compradores ativos, SÓ NA CHINA.
   Em Setembro de 2014 a Alibaba fez a sua IPO (Initial Public Offering - Oferta Pública Inicial de Ações) na Bolsa de Valores de Nova Iorque, e captou mais de US$ 25 bilhões. Foi considerado o maior IPO da história.
    Conta-se que, nos anos finais da década de 1990, quando Jack Ma tentava explicar durante horas para os seus 24 amigos sobre a idéia do Alibaba, 23 dos 24 amigos disseram que não daria certo porque ele (Jack Ma) "não entendia nada de internet" ou que eles "não teriam capital". Jack Ma conta que o único amigo dele que trabalhava em um banco (do total de 24  amigos) e achou a idéia legal, disse: "Se você acha que deve fazer, faça. Se não der certo, você volta a fazer o que estava fazendo antes". Jack Ma cita uma frase do poeta T.E. Lawrence:
“All men dream: but not equally. Those who dream in the dark recesses of the night awake in the day to find all was vanity. But the dreamers of day are dangerous men, for they may act their dreams with open eyes, and make it possible.” ( " Todos os homens sonham , mas não igualmente. Aqueles que sonham nas trevas da noite acordam de dia para descobrir que tudo era vaidade. Mas aqueles que sonham de dia são homens perigosos, pois eles podem viver seus sonhos com os olhos abertos, e torná-los possíveis.")

 Jack Ma cita como inspiração a executiva chinesa Juliet Wu Shihong.

 Em texto, publicado no "Vulcano Post", que compartilho abaixo (uma foto anexa a esse texto mostra Jack Ma na casa dele explicando aos seus amigos sobre a idéia do Alibaba, no final de década de 1990), Jack Ma esboça um "tratado" sobre o sucesso, e fala frases bem interessantes, como:

           "Se você ainda é pobre aos 35 anos, você merece isso ! "

           "Você é pobre porque você não tem ambição"

          "As pessoas perdem na vida por causa dessas quatro razões: 1) Ser míope à oportunidade, 2) Olhando para baixo diante da oportunidade, 3) Falta de entendimento (conhecimento), 4) Falta de agir rápido o suficiente."

"A profundidade da ambição de alguém determina o potencial do futuro dessa pessoa."

"Não importa o quão pobre a sua família é, não duvide das suas próprias habilidades e não perca de vista a sua ambição."

"Pense grande ou vá para casa. Caso contrário, você está desperdiçando sua juventude."

             A era da internet tá aí e continuará aí ainda por muiiiiiiiiito tempo. Um novo capitalismo surgiu: por meio da internet, uma idéia doida, imbecil, inocente aí no seu quarto pode se transformar em bilhões e bilhões. Mas, lembre-se da dialética Prática-Teoria: sem inspiração, transpiração, muita coragem e ousadia demais, uma ótima idéia sempre será SÓ uma ótima idéia.

                Nem o criador da bizarra história de "Ali Babá e os 40 ladrões" pensaria num mundo tão monstro e surreal como este em que vivemos nesse exato momento.

                     "A culpa é sua !".


                                 Abração.

         


Referências:

     http://pt.wikipedia.org/wiki/Alibaba_Group

     http://link.pampanetwork.com/alibJI6le6

     http://portuguese.alibaba.com/

     http://pt.wikipedia.org/wiki/EBay

       http://www.pwc.com.br/pt/servicos/mercado-capitais/abertura-capital-ipo.jhtml

      http://www.tororadar.com.br/investimentos/bovespa/ipo-o-que-e-como-funciona

       http://economia.ig.com.br/2014-09-25/se-voce-ainda-e-pobre-aos-35-a-culpa-e-sua-diz-jack-ma-do-alibaba.html

       http://economia.terra.com.br/e-commerce/homem-mais-rico-da-china-construiu-fortuna-com-e-commerce,49561545c5b78410VgnVCM3000009af154d0RCRD.html







http://economia.terra.com.br/e-commerce/homem-mais-rico-da-china-construiu-fortuna-com-e-commerce,49561545c5b78410VgnVCM3000009af154d0RCRD.html

https://vulcanpost.com/7702/jack-ma-youre-still-poor-35-deserve/



Discordar é Tentativa de Homicídio ?


  A intolerância se percebe nos pequenos detalhes, nos pequenos comportamentos e costumes "tatuados" e gravados no hábitos das pessoas, inclusive e principalmente nos ambientes domésticos e familiares. O mundo virtual, no momento o Facebook, é um laboratório global e local, onipresente e onisciente para se comprovar e demonstrar a monstruosa carga de intolerância que as pessoas carregam nas suas idéias, nos seus hábitos, nos seus costumes, nas suas verdades: uma simples opinião vira uma guerra nuclear três "comentários" ou "curtidas" depois no facebook, por exemplo. O brasileiro médio, em particular, é doutor "honoris causa" nesse assunto (discórdia). A intolerância, o egoísmo, a prepotência, a estigmatização e a segregação social e econômica surgem rotineiramente através de frases como "Cala a boca !", "Você sabe onde eu estudo (ou estudei) ?", "Você sabe de quem eu sou filho(a)?", "Você nem carro tem !", "Não me misturo com gente da sua laia ! ", "Vou ligar pro meu advogado e te processar já !" e assim vai...

 Discordar é tentativa de homicídio ? É caso de Polícia ? Em países como o Brasil, parece que quase tudo é caso de polícia, porque quem fala não aceita discordância ou divergência sobre as suas verdades, e porque quem escuta na verdade não escuta: tolera. E a objetividade do mundo, dos fatos, das pessoas, das coisas ? Bem... isso não tem muita importância: o que MANDA É GANHAR NO GRITO. Note-se o (des)exemplo dos políticos, de vereadores a senadores, de prefeitos à presidência da república.

Ha... nunca é demais lembrar: poder opinar DESDE que alguém possa punir de algum modo quem opina, não é poder opinar.

A família é a grande fábrica de valores do indivíduo: "certo", "errado", etc. Porém, fica muito claro que quando se trata de CONFLITO MATERIAL (quem paga mais, quem contribui mais, quem tem mais trabalho, etc.) aí o sorriso amarelo desaparece e o indivíduo entra no "modo primitivo". Isso revela algo bem mais gostoso: que é o frágil ponto de equilíbrio material entre as pessoas que determina as possibilidade de amizades, convívio, convivência e respeito, na esmagadora maioria dos casos. São verdadeiros contratos, encaixes sócio-econômicos. Por exemplo: "essa pessoa tem condições materiais melhores que a minha e demonstra não se importar com a minha presença e amizade, logo ela é legal (pra mim)", ou "essa pessoa é útil materialmente pra mim de alguma forma, logo vou acolher a presença e convívio dela na minha vida e no meu círculo social". Isso pode parecer meio besta ou sem muito sentido... porque isso é muito óbvio... mas se você observar bem, vai perceber que essa "lógica" e costume tão "natural" elimina o indivíduo a equação, elimina a personalidade do indivíduo, transformando-o numa peça no encaixe social.

 Ué... o que é uma família, uma comunidade, uma cidade, um país, um mundo sem discordância ? É uma mentira generalizada, que é o mundo de hoje, onde uma pessoa tira uma foto aleatória qualquer, põe no facebook, fala que trabalha na NASA, que mora na Romênia e namora um moça da Turquia e tá tudo bem... sabe por que ? Porque as pessoas (as pessoas mais ocupadas né...) tem mais o que fazer do que ficar bisbilhotando a vida de fulano ou cicrano no facebook, pra saber se é verdade. A questão não é o que uma pessoa faz ou deixa de fazer no facebook, postando fotos de tudo o que come, de onde está, pra onde vai, do que vai fazer, etc. O que é sinistramente lindo é que essa pessoa comete suicídio de personalidade diariamente, porque se equaliza, se torna previsível, manipulável e controlável (o que interessa ao facebook e às multinacionais bilionárias que anunciam no facebook, por exemplo): os hábitos são equacionáveis. Por essas razões, talvez nunca nunca na história da humanidade ser imprevisível foi tão poderoso e precioso, e discordar (às vezes, só por discordar) é o menor elemento de um mundo genuinamente humano, pois exige daquele que discursa (e pretende convencer) que convença por meio de ARGUMENTOS, FATOS e LÓGICA (e não truculência, ameaça, terror, força física, esquemas ou poder econômico).

 Em lugares "livres" como o Brasil, a Coreia do Norte, a Nigéria, o Chade e o Paraguai discordar é sim tentativa de homicídio... é proibido. É interessante notar que o conveniente, o gostoso e o quentinho é muito diferente do certo, do justo, do razoável, do coerente e da verdade.

 Já imaginou a verdadeira bosta que seria se ninguém nunca discordasse de nada e se conformasse com tudo, desde os tempos de Anaximandro, Parmênides, Demócrito, passando por Sócrates, Da Vinci, Newton, Kant, Einstein, Sartre, Schrödinger, Ronald Coase dentre outros e outros ? Já imaginou a merda que seria se esses caras não tivessem existido ?

 Alguns colegas de boteco me dizem que se o Newton não descobrisse o que descobriu, outros descobririam, se o James Gosling não tivesse criado a linguagem Java, outros criariam, se o Tim Berners Lee não tivesse inventado a internet, outros inventariam, se o Nikola Tesla não tivesse descoberto a corrente alternada, outros descobririam, se o Newton não equacionasse a gravitação e as leis do movimento, outros o fariam, se o Thomas Newcomen não tivesse inventado a primeira máquina a vapor, outros inventariam, se o Santos Dumont não tivesse construído um avião movido a motor a gasolina, outros construiriam, se o Ronald Coase não tivesse descoberto que quando os custos de transação são nulos a mais eficiente alocação dos recursos materiais ocorre através da negociação privada independentemente da atribuição jurídica dos direitos de propriedade, outros descobririam, se o Beethoven não tivesse composto a 9ª Sinfonia ou Mozart composto a 25ª Sinfonia, outros comporiam, se o Andrew Wiles não tivesse resolvido o "Último Teorema de Fermat", outros resolveriam, se o Usain Bolt não quebrasse o recorde mundial correndo 100 metros em 9,58 segundos no Campeonato Mundial de Atletismo de Berlim em 2009, outros quebrariam, se o Larry Page e Sergey Brin não tivessem inventado o Google, outros inventariam, se o Einstein não resolvesse virar a física newtoniana de cabeça pra baixo, outros o fariam. OUTROS QUEM CARALHO ? Eu ? Você ? A minha avó ? O INDIVÍDUO FAZ TODA A DIFERENÇA SIM. Respeito as opiniões contrárias, mas entendo que se umas 5000 pessoas não tivessem existido (as pessoas que citei acima são algumas delas), o mundo seria absolutamente diferente do que é (e provavelmente mais primitivo e desesperador).

 Percebe como esse costume e essa cultura da equalização das pessoas e proibição de discordar elimina você e suas potencialidades da equação ?

  Invente, reinvente, erre, conserte, crie: discorde.

     Abração.


  Referências:

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Pr%C3%A9-socr%C3%A1ticos

    http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%B3crates

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Tim_Berners-Lee

    http://pt.wikipedia.org/wiki/James_Gosling

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Nikola_Tesla

    http://pt.wikipedia.org/wiki/James_Watt

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Thomas_Newcomen

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Santos_Dumont

    https://www.youtube.com/watch?v=e9cno71jklc

    https://www.youtube.com/watch?v=rNeirjA65Dk

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Andrew_Wiles

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Usain_Bolt

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Albert_Einstein

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Erwin_Schr%C3%B6dinger

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Ronald_Coase

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Larry_Page

    http://www.nasa.gov/





terça-feira, 5 de maio de 2015

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segunda-feira, 4 de maio de 2015

Teoria, Prática e o que fazer da Vida.



  Teoria e Prática. Teoria ou Prática ?

   Pois bem...

   Existe um complemento e conflito natural entre teoria e prática, que talvez seja consequência daquela velha dicotomia Platão (ideal) / Aristóteles (Real). Os teóricos e práticos moldam a realidade material, em todas as suas dimensões e em todos os cantos, em todas as profissões, em todas as classes sociais, em todas as culturas e em todas as épocas. Os teóricos moldam o mundo a longo prazo, e os práticos moldam o mundo do hoje, do agora. Mais especificamente, a teoria e a prática trazem à flor da pele talvez o que já se chamou de "socialismo real" (ex-URSS e atual Coréia do Norte e Cuba) e "socialismo ideal" (aquele pregado por Karl Marx, com a extinção das classes sociais e tomada do poder pelo proletariado, etc.). Eu, humildemente, chamo isso só de Teoria e Prática.

   Me parece que, em regra, a Teoria, em si, é muito bem intencionada, porém a tradução da Teoria para a Prática parece desvirtuar o próprio conceito da Teoria, fundamentando na maioria das vezes e em muitas e muitas situações o privilégio, e má-fé e o estelionato (jurídico, social, acadêmico e econômico). Talvez essa seja a natureza da tradução da teoria para a prática: um conflito natural entre a concepção teórica e a dor muscular do trabalho que materializa aquela linda idéia inicial. Essa questão pode parecer besteira... pode parecer enrolação... mas, talvez, não seja não: todas as Religiões (e o Direito e as Ciências exclusivamente teóricas) são TEORIAS PURAS e, portanto, não podem se converter jamais (ou "quase-jamais", no caso das Ciências Teóricas) em FATOS, porque partem de parâmetros desconectados da realidade material. Exemplos: "Deus não existe", "Deus existe", "a lei jurídica me obriga a agir de certo modo", "a minha lei moral me faz achar que isso é certo".

   Quando a prática é norteada pela teoria, o resultado, muitas vezes, é uma ideologia manipuladora pelo teórico que proclama aquela ideologia: basta observar os padres, pastores e demais religiosos. Nunca é demais lembrar que a IDEOLOGIA NÃO É NADA MAIS DO QUE UM MODO DE MOLDAR O MUNDO DE ACORDO COM OS MEUS INTERESSES PARTICULARES.

   Já quando a teoria é norteada pela prática (pela observação empírica) temos Ciência. Newton é considerado não apenas um ser humano de capacidade excepcional mas também considerado (pelos cientistas) talvez o maior cientistas de todos os tempos, e por uma questão muito simples: ele conseguiu forjar linguagens (matemáticas) que puderam compor teorias (Gravitação, Leis Dinâmicas do Movimento e Comportamento da Luz) para explicar FATOS sobre os quais ele concentrou a sua análise racional, fatos sobre os quais ele DERRAMOU a sua razão. Em 18 meses, Newton inventou uma matemática (Cálculo Diferencial e Integral) para explicar outra idéia Física: a lei da gravidade e as leis do movimento. Hoje, estudantes de Engenharia e Exatas gastam mais de 18 meses, 24 meses ou até mais para entender e aprender a matemática (Cálculo) que Newton inventou  em um ano como um instrumento para explicar outro problema (as leis do movimento e a gravidade). Seria concebível o inverso ? Parece que sim... pois Leibniz "inventou" o cálculo (puro) antes de Newton...os matemáticos teóricos têm avançado muito, muito, muito desde os tempos de Newton, como se pode notar no "Último Teorema de Fermat" dentre outros, porém uma descoberta de Matemática Pura tangencia a fé na contemplação da sua beleza, pois se pergunta: qual é a factibilidade (tradução para a realidade) disso ? É aplicável em algo, de algum modo, quando ? Se a humanidade seguir realizando descobertas cada vez mais profundas e incríveis em Matemática Teórica, daqui há 3000 anos essas descobertas teriam alguma consequência tecnológica na vida material ? Ou não ? Se não... é possível que já tenha acontecido?... ou venha a acontecer (ou acontecer denovo...) ? Assim, a implosão da teoria sobre ela mesma sem limites pode produzir o dogma e a doutrina: isso é fé ?

  Um famoso pastor evangélico brasileiro (num vídeo que compartilho abaixo) costuma ir a programas de TV e citar fatos científicos quando lhe convêm e ainda falar mentiras (coisas erradas mesmo...) sobre Ciência (22:00 minutos do vídeo, sobre a Evolução...) para fundamentar suas próprias conclusões. Esse é um problema de ignorância bastante comum: buscar teorias, fatos e teses que fundamentem aquilo no qual você já acredita antecipadamente. Por exemplo: "Deus Existe, não há dúvida, então vamos buscar provas". Observe que o exemplo anterior é totalmente distinto de dizer "Não creio em Deus, porque não existem evidências materiais ou lógicas que Ele exista" que, por sua vez, também é diferente de dizer "Deus não existe, ok... então vamos procurar provar isto". Na obra "Crítica da Razão Pura" ("Kritik der Reinen Vernunft", do alemão) Kant, muiiiiiiito resumidamente, põe uma pedra (ou acha que pôs ?...) em alguns assuntos peculiares, como por exemplo "a imortalidade da alma", "o tamanho do universo" e "a existência de Deus". Basicamente, Kant diz que assuntos como "Deus" simplesmente não podem ser pensados ou analisados pela Razão humana, porque esses temas "transcenderiam" a própria natureza da Razão humana (extravasam os "limites" da Razão). Cá entre nós... acho que essa é a melhor explicação (ou "explicação") dada para Deus até hoje, incluindo Física Quântica, Relatividade Geral e Filosofia Pragmática (Carnap) e Filosofia da Linguagem (Wittgenstein) do Século XX. O Filósofo Carnap (dentre outros), no século XX, propôs o Princípio da Verificação, que essencialmente fala que uma idéia tem relevância científica se pode, em algum grau mínimo, ser verificada (na prática).

  Um pedreiro desenvolve a prática ao longo de décadas, e um estudante de engenharia civil tem uma formação intelectual enlatada (jurídica, pois o currículo deve ser definido e aprovado em lei). Não consigo deixar de enxergar que grandes gênios da Ciência e até da Filosofia conseguiram "fazer teoria" por meio de uma "prática diária", sistemática.

  Você pode ler todos os livros que existem sobre "como fritar um ovo", mas você só vai assimilar o que é fritar um ovo, quando de fato fritar um ovo. O Problema aparece quando você pensa em algo similar sobre "buracos negros" ou "elétrons" ou "quarks" (você não pode vivenciar isso), e aí você vai precisar de uma linguagem nova: uma matemática nova (e a limitação da ciência talvez seja uma limitação de linguagem da ciência). Porém, se Alexander Fleming simplesmente organizasse e limpasse o laboratório antes de ir embora (porque "deu o horário dele...", como é a psique dos funcionários públicos...), de forma sistemática todos os dias, simplesmente não teria descoberto a penicilina (obtida do fungo "Penicillium notatum", em 1928): no seu laboratório desorganizado, Fleming observou mais uma última vez algumas culturas de bactérias antes de jogá-las no lixo, e notou uma "camada" transparente em volta de fungos (a camada transparente eram bactérias mortas pela ação do antibiótico ("lise") liberado pelos fungos "Penicillium notatum"). A prática em si é alienadora e burra, e a curiosidade é teórica em si.

  O Prático tende a ser um alienado, e o Teórico tende a ser um utópico. Parece que o segredo tá no meio termo: veja Da Vinci, Steve Jobs, Newton, a parceria Faraday-Maxwell, etc.

  O que fazer da vida ? Vivenciar e... aprender (ou buscar) outras linguagens (matemáticas, artísticas, computacionais) que permitam compreender o fenômeno diante de mim, sempre.

  Uma mulher belíssima, uma pessoa hipócrita ou um Buraco Negro são fenômenos diante de mim. O Filósofo Fenomenologista Edmund Husserl dizia o seguinte: "Não é da filosofia que deve partir o impulso da investigação... mas sim das coisas e dos problemas".

É bem provável que cada fenômeno tenha uma linguagem (conhecida ou não) que possa descrevê-los e/ou entendê-los. A história da Ciência e da Filosofia têm mostrado que uma sugestão de caminho é pensar mais ou menos assim: "O que eu pensava... simplesmente não existe, ou não é do jeito que eu pensava". Assim, a ordem é repensar constantemente o já pensado, e forjar uma nova linguagem que diga ao algo novo sobre o fenômeno velho.

     Abração.




  Referências:

 http://www.brasilescola.com/geografia/socialismo-ideal-socialismo-real.htm

 https://www.youtube.com/watch?v=oBpMFBSm2So
https://www.youtube.com/watch?v=LWMOzNQl268

http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%9Altimo_teorema_de_Fermat

http://www.livrariacultura.com.br/p/o-ultimo-teorema-de-fermat-209583

http://pt.wikipedia.org/wiki/Matem%C3%A1tica

http://pt.wikipedia.org/wiki/Lema_de_Konig

http://de.wikipedia.org/wiki/Kritik_der_reinen_Vernunft

http://pt.wikipedia.org/wiki/Cr%C3%ADtica_da_Raz%C3%A3o_Pura

http://pt.wikipedia.org/wiki/Princ%C3%ADpios_Matem%C3%A1ticos_da_Filosofia_Natural

http://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_da_mec%C3%A2nica_qu%C3%A2ntica

http://www.infoescola.com/fisica/quantica/

http://pt.wikipedia.org/wiki/Relatividade_geral

https://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/96211

http://www.cle.unicamp.br/cadernos/pdf/TranjanCAD192.pdf

https://www.youtube.com/watch?v=WwX-G_E7MYk

http://pt.wikipedia.org/wiki/Buraco_negro

http://pt.wikipedia.org/wiki/Quark

http://ecalculo.if.usp.br/historia/leibniz.htm

http://pt.wikipedia.org/wiki/Ludwig_Wittgenstein

http://pt.wikipedia.org/wiki/Michael_Faraday

http://pt.wikipedia.org/wiki/James_Clerk_Maxwell

http://quemdisse.com.br/frase.asp?frase=99030



sexta-feira, 1 de maio de 2015

O rapaz que faz Engenharia, mas pensa na estabilidade das Carreiras Jurídicas.


 
Recebi um e-mail bacana de um estudante do 2º ano de Engenharia. O rapaz conta que gosta muito de Engenharia, Matemática e Computação, mas que percebe que o mercado de trabalho está cada vez mais concorrido. Logo, ele pensou em partir para o Direito, e se dedicar para passar em alguma carreira jurídica que ofereça ótimo salário e estabilidade financeira.

  Lindo o assunto.

  O filósofo político Alexis de Tocqueville, ao analisar as primeiras décadas da Democracia dos EUA - inciada com a Revolução Americana de 1776 -, em 1835 escreveu sobre os Magistrados Norte-Americanos na Obra "A Democracia na América", Volume I:

"Nos Estados despóticos, o soberano é tão apaixonado por seu poder, que teme o incômodo de suas próprias regras; ele gosta de ver seus agentes irem mais ou menos ao acaso, a fim de ter certeza de nunca encontrar neles uma tendência contrária a seus desejos. Nas democracias, assim como pode a cada ano tirar o poder das mãos daqueles a quem o confiou, a maioria também não teme que abusem dele contra ela. Podendo dar a conhecer a cada instante sua vontade aos governantes, pre­fere abandoná-los a seus próprios esforços a encadeá-los a uma regra invariável que, limitando-os, de certa forma limitaria ela mesma. Analisando bem, descobrimos até que, sob o império da democracia, a arbitrariedade do magistrado deve ser maior ainda do que nos Estados despóticos" (Segunda Parte, Capítulo "Da arbitrariedade dos magistrados sob império da democracia americana").

  Os EUA são o maior modelo de Democracia moderna do mundo desde 1776, e o Poder Judiciário foi precisa e cirurgicamente analisado e pensado pelo francês Tocqueville na década de 1830, o que nos forneceu um parâmetro e cenário muito preciso dos valores fundantes do Poder Judiciário norte-americano e, por simetria (e imposição), de todos os poderes judiciários desse pálido ponto azul no cosmo (Planeta Terra), incluindo a terra dos" Donos do Poder" (Raimundo Faoro) e do "Coronelismo, Enxada e Voto" (Victor Nunes Leal): o nosso brazilzão de meus deus. Assim, só pra eu não esquecer e antes de mais nada, se dê um presentão: "A Democracia na América" do Tocqueville. Nessa obra, Tocqueville consegue constatar que o Poder Judiciário no novo modelo americano de Democracia que surgiu em 1776 era o poder mais despótico e aristocrático de todos e, segundo o Tocqueville (eu discordo...), é bom que seja assim: o Tocqueville achava que isso é bom para a Democracia porque investiria o Poder Judiciário de verdadeiros poderes monárquicos (não influenciáveis, atingíveis ou domináveis pelos outros poderes, em particular o Poder Executivo (presidente da República) ), e assim poderia agir com independência. E a Democracia e a "Pax Americana" se esparramou pela face da Terra, exceto na Coréia do Norte, Cuba e em Petoria. Portanto, o modelo do Poder Judiciário brasileiro carrega essa herança e semente fundamental dos americanos fundadores da democracia moderna: aristocracia, corporativismo e despotismo sem limites. O Poder Judiciário (juiz) e o Ministério Público (promotor de justiça) são os grandes modelos (e não por acaso os cargos públicos mais bem pagos: média de R$ 20.000/mês) de carreiras jurídicas, mas também existem os Procuradores (Advogados) de Municípios, Estados e União (governo federal), Defensores Públicos (Advogados Públicos para os cidadãos que não podem pagar advogado), Policiais Civis e Miliares (eles se "amam"...) e Notários e Registradores (pessoal dos "cartórios extrajudiciais" (artigo 236 da Constituição Federal de CF/88 e a lei federal nº 8.935/94), que "reconhecem firma", fazem "escrituras", "registro de nascimento", "registro de casamento", etc.).
 Só desse último pessoal (Notários e Registradores), dá pra escrever uma obra de 20 volumes com 1000 páginas cada (tamanho o corporativismo e a concentração de renda), mas basta resumir a "farra do boi" mostrando os seguintes dados:

 1) existem uns 12.000 Cartórios Extrajudiciais no Brasil, e todos os Cartórios de cada Estado (SP, MG, etc.) são subordinados aos respectivos Tribunais de Justiça estaduais (TJSP, TJPI, etc.),

2) O artigo 236 da CF/88 diz que os administradores desses cartórios devem ser concursados, mas tem milhares de Cartórios administrados por pessoas sem concurso (E FODA-SE!). Essas pessoas são chamadas carinhosamente de "interinos". E esses "interinos" conseguem "liminares" (decisões) judiciais que deixam os Cartórios deles "sub-judice" (ou seja, "protegidos por liminares judiciais"),

3) Do total dos Cartórios no Brasil, talvez 90% não fatura quase nada (vive de uma "ração" mensal (que eles chamam de "Reembolso", que é pago pelo Registro de Nascimento e/ou Óbito, que são obrigatoriamente gratuitos pela Constituição Federal de 1988: artigo 5º, incisos XXXIV e LXXVI) paga pelos Tribunais de Justiça Estaduais aos administradores desses Cartórios quebrados para pagar as contas básicas do Cartório (luz, telefone, internet, 1 ou 2 funcionários, aluguel, etc.) ),

4) Talvez 10% do total dos Cartórios são responsáveis por 95% do faturamento bruto total de todos os cartórios do Brasil, que passa de R$ 12 BILHÕES DE REAIS (escreva esse número) ANUAIS, e pra cada cartório em média 60% do valor arrecadado pelo cartório fica pro "Responsável" ou "Delegatário" e 40% fica para os Tribunais de Justiça Estaduais. Só pra você sentir a potência do coice, vou dar um exemplo (que tá no site do Conselho Nacional de Justiça (CNJ): http://www.cnj.jus.br/corregedoria/justica_aberta/? ): o Cartório "11º OFICIAL DO REGISTRO DE IMÓVEIS DE SÃO PAULO - SP", localizado na cidade São Paulo-SP, teve faturamento bruto de simbólicos R$ 33.889.533,33 (TRINTA E TRÊS MILHÕES) SÓ NO SEGUNDO SEMESTRE DE 2014 (o que dá uns R$ 5,6 MILHÕES POR MÊS BRUTO). Como falei, desse valor, uma média de 60% fica com o iluminado que administra o Cartório (estamos falando de R$ 2,4 MILHÕES POR MÊS LÍQUIDO, JÁ DESCONTADO OS 27,5% DE IMPOSTO DE RENDA), e os outros 40% SÃO DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA ESTADUAL (bobagem: R$ 2,2 MILHÕES POR MÊS, SÓ COM ESTE CARTÓRIO). E adivinha quem faz o Concurso Público que escolhe quem vai administrar o Cartório ? Adivinha? Adivinha ? Quem ? Quem ? Quem ? QUEM ? QUEM ? QUEM ? O PRÓPRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA ESTADUAL ! U-HUUUUÚ ! QUE DELÍCIA !!! Isso mesmo: alguns Desembargadores do Tribunal de Justiça estadual (que têm salários de R$ 30.000 por mês) vão decidir no final das contas QUEM vai ganhar R$ 2 MILHÕES POR MÊS: tá lá nos artigos 37 e 38 da lei federal nº 8.935/94... juro... tá lá. Lindo não ?

E mais: a lei federal nº 8.935/94 original (enviada do Congresso Nacional para a Sanção do Presidente de República) previa ainda os escusos "artigo 2º", "§ 3º do artigo 15", "§ 1º do artigo 25" e "§ 2º do artigo 35", que previam respectivamente que:
a) artigo 2º: os Cartórios seriam delegados aos particulares pelos TRIBUNAIS DE JUSTIÇA ESTADUAIS (foi vetado pelo Presidente da República porque quem tem  poder pra delegar os Cartórios é o ESTADO e não os TRIBUNAIS DE JUSTIÇA... vai vendo a picaretagem da máfia...),
b) § 3º do artigo 15: para municípios de até 30 mil habitantes, poderiam participar dos concursos públicos de cartórios pessoas com escolaridade DE SEGUNDO GRAU (ENSINO MÉDIO),
c) § 1º do artigo 25: os administradores poderiam exercer mandatos eletivos (cargos políticos) ou cargos em comissão (nomeados),
d) § 2º do artigo 35: os cartórios "sub-judice" (protegidos por liminares judiciais) não poderiam ser sujeitos a concursos públicos.

   Diga-se de passagem: quando o assunto é lei e legislação, o que foi VETADO "fala mais" do que o que virou lei válida.

5)  É Importante lembrar que o "livrinho" (a Constituição Federal de 1988) fala no seu artigo 37, inciso XI, que NENHUM SERVIDOR PÚBLICO PODERÁ TER SALÁRIO SUPERIOR AO SALÁRIO DE MINISTRO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (STF). Hoje, o salário líquido de um Ministro do STF gira em torno de R$ 30.000,00. Mas temos por aí tabeliães (notários) e registradores auferindo, com seus cartórios, rendas superiores a R$ 50.000/mês, R$ 100.000/mês, R$ 400.000/mês, R$ 800.000/mês, R$ 2.000.000/mês...  a explicação deles ? É que  está escrito no artigo 236 da Constituição Federal o seguinte:

"Art. 236. Os serviços notariais e de registro são exercidos em caráter privado, por delegação do Poder Público.". 

 Logo, os "defensores" dos cartórios dizem que os Notários e Registradores (Administradores do Cartórios) são PARTICULARES, e portanto, não se submetem ao TETO DOS MINISTROS DO STF.
 Só termino esse parênteses fazendo uma pergunta que uma criança de 5 anos de idade tem condições fazer: PARTICULAR QUE GANHA R$ 1 MILHÃO POR MÊS E EXERCE FUNÇÃO NUMA REPARTIÇÃO PÚBLICA ?
 Entendi... mas prefiro um argumento mais sofisticado, complexo e elaborado, do tipo: CALA A BOCA E F-O-D-A-S-E !

6) TODAS AS PESSOAS QUE TRABALHAM EM CARTÓRIOS (fora os administradores (Notários ou Registradores) concursados (quando são concursados...) NÃO SÃO CONCURSADAS. ISSO MESMO ! AQUELA MOÇA LINDA QUE AUTENTICA O SEU DOCUMENTO NO CARTÓRIO FOI INDICADA (CONTRATADA) LIVREMENTE PELO ADMINISTRADOR DO CARTÓRIO. Legal né ? É o artigo 20 da lei federal nº 8.935/94.

  Ou seja meu amigo, minha amiga... é uma verdadeira FARRA DO BOI...

  A verdade é a seguinte: os cartórios surgiram da necessidade do Comércio, e alguns apontam nas Ordenações do Reino de Portugal a origem dos cartórios. O fato é que essa instituição chamada "cartório" ganhou tal poder econômico com o comércio que tem mais força que o próprio Estado em matéria de registros públicos (é um Clã). No Brasil, até a Constituição de 1988 (vinte e sete aninhos atrás) os cartórios eram HEREDITÁRIOS, e o clã fez constar (através dos deputados constituintes...) na própria Constituição de 1988 - no artigo 32 dos "Atos das Disposições Constitucionais Transitórias" da Constituição de 1988 (ADCT da CF/88) - que "quem já tá, fica". Juro memo... veja lá.

  Nada contra um PARTICULAR enriquecer ou ficar milionário OU BILIONÁRIO (muito pelo contrário, veja a Exxonmobil, Google, Facebook, Fundo 3G, Poliedro, etc.): mas não às custas de uma REPARTIÇÃO PÚBLICA (o Concurso Público IMPÕE que a pessoa aprovada se submeta ao teto dos ministros do STF, ou os Cartórios devem ou deveriam ser concedidos por LICITAÇÃO (lei federal nº 8.666/93), como ocorre com CORREIOS, LOTÉRICAS, RODOVIAS, etc.). Enfim, quando lembro de Cartórios, me lembro da "Capitular de Quirzy-sur-Oise", imposta no ano 877 D.C. por Carlos, o Calvo, que estabeleceu o Direito Hereditário dos FEUDOS franceses: até 1988 os Cartórios eram passados de forma hereditária no Brasil, e ainda hoje centenas de Cartórios milionários são administrados por pessoas não concursadas (que caracterizam uma classe aristocrática de "nobres" ou "cidadãos de primeira categoria" dentro de uma REPÚBLICA e de um ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO, porque DE FATO gozam de privilégios não extensíveis aos demais cidadãos).

  Toda essa Disneilândia tá lá nos artigos 37 a 41, 92 a 135, 144 e 236  da Constituição Federal de 1988 (CF/88).





 O Poder Judiciário, hoje juntamente com o Ministério Público (MP), são as instituições mais cobiçadas pelos estudantes de Direito e princialmente por quem gosta de estabilidade financeira e muito, muito, muito, muito dinheiro mesmo (ou será que juízes e promotores trabalhariam por R$ 2000/mês, como muitos de nós mortais, só por "Amor à Justiça e às Leis" ?). Uma vez ouvi um desembargador (juiz de 2º grau) dizer numa Palestra de forma apocalíptica, emotiva e apoteótica: "Quem gosta de dinheiro, não deve fazer Direito !!!...". Logo em seguida, quando um estudante perguntou se o desembargador concordaria então em doar metade do salário dele de R$ 30.000/mês para um Hospital que trata Crianças com Câncer, o juiz ficou "dodói", resmungou qualquer coisa, se levantou, saiu andando com o seu terno Armani de R$ 7000, entrou num carro importado com motorista particular e desapareceu na noite igual o Batman, seguido de meia dúzia de puxa-saco. E olha que estamos falando do Brasil... já imaginou as pérolas que devem rolar no Quênia ? Paraguai ? Serra Leoa ? Tadjiquistão ? Sérvia ? Chechênia ? Zimbabue ? Deve ser "lindo"...

   É interessante notar que é o próprio capitalismo e a iniciativa privada (Cursinhos especializados - Empresas) que realizam os "sonhos" de milhares de pessoas de se tornarem funcionários públicos, juízes e promotores, e estrategicamente (do ponto de vista do marketing e da publicidade) espalham a imagem de juízes e promotores "super heróis", que conseguiram um feito "inalcançável" e são modelos atemporais de "virtude", "sapiência" e "conhecimento enciclopédico" sobre qualquer assunto: poucas ficções são mais fantasiosas. A mídia de modo geral (compartilho abaixo uma reportagem) incentiva essa imagem se "super-herói" dos juízes. É bom que se lembre: ser aprovado num Concurso Público jurídico NÃO É REFLETIR OU PENSAR, e sim DECORAR E MEMORIZAR TODA LEGISLAÇÃO, DOUTRINA E JURISPRUDÊNCIA CONTIDA NO EDITAL DO CONCURSO. Em outras palavras: ser aprovado em concurso público é ter conhecimento enciclopédico na legislação, doutrina e jurisprudência exigida naquele concurso, sob a promessa de salários gordos, vitalícios e milionários. Não há honra ou inteligência nisso: só há desespero. E... o desesperado(a) se transforma em "autoridade" via concurso público, e assim (do desespero econômico de um(a) cidadão(ã) à truculência sem limites de um juiz) se perpetua a intolerância (e alienação) dos juízes e demais autoridades.

   Então... caro leitor estudante de Engenharia, a análise do Alexis de Tocqueville da Democracia norte-americana de 1830 é brilhante, porém, os fatos do dia-a-dia - que estão ao alcance de qualquer criança que possa acessar o Google -, mostram que o que dá (ou era pra dar) sentido e legitimidade ao Poder Judiciário (que é a Aristocracia que o caracteriza), na verdade e de fato o corrompeu por quase completo. As demais instituições públicas e pessoas interessadas em Concursos Públicos (para acessar cargos públicos) se norteiam no Poder Judiciário, se espelham nele. Então, EM TERMOS CULTURAIS, a lógica, os costumes, os modos, as soluções, as idéias e as práticas do Poder Judiciário são extensíveis à Defensoria Pública, ao Ministério Público, às Polícias e até às Receitas Federal e Estadual, dentre outras Instituições e órgãos públicos.

  Tuuuuuuudo isso sem falar do pessoal que pratica a mentira, a discórdia e a hipocrisia de forma legal e profissional há milênios: nossos colegas lentos e pesados (em termos de eficiência...), os advogados. Acho muito gostoso o senso de eficiência dos advogados (ou, ao menos, da maioria) na solução dos conflitos, por exemplo: "Doutor(a)... se eu conversar certinho com o meu irmão, a gente resolve na boa o problema do carro... o que o senhor(a) sugere ?", e o advogado(a) responde: "VAMO PROCESSAR !!!! E VAMOS VER O QUE ACONTECE NA AUDIÊNCIA !!!"
Será que 1000 advogados conseguem acender uma fogueira sem se machucar ?
Porém, os advogados são a voz do mundo privado (real) diante da arbitrariedade sem limites do magistrados... por isso, o meu carinho e beijão aos mentirosos de quem tanto precisamos e que tanto amamos.

  Ilustre leitor estudante de Engenharia, se você ainda ainda não vomitou ou teve um acidente vascular cerebral até aqui, te proponho a seguinte reflexão: você faz Engenharia e vive na Era da Computação, do Google, do Youtube, do WhasApp e do Facebook. Se um alienígena que estivesse procurando emprego surgisse hoje numa grande universidade do mundo e fizesse umas 100 perguntas para os professores sobre os governos, instituições, economia, poder, tecnologia, riqueza, política, filosofia, ciência e artes, sinceramente acho que o homenzinho verde no final do dia compraria uma passagem direto pro Vale do Silício (começando por Mountain View) com um Livro de "Java 9" embaixo do braço, e a razão é muito simples: o Vale do Silício tem fabricado o futuro pelo menos nos últimos 50 anos, e entendo que - ao menos que alguém resolva detonar 1 gigaton lá -, não vai deixar de fabricar e pensar o futuro do mundo pelos próximos 100 anos. Existe um probabilidade altíssima da maioria dos seres humanos urbanos (e até muitos rurais...) deste planeta estar neste exato momento em frente a um computador ou a um smartphone porque - além da inércia natural do Capitalismo e dos Ecos Tecnológicos da Segunda Guerra Mundial e da Guerra Fria -, aqueles moleques fascinantes (de 16 a 70 anos, de Steve Jobs a Zuckerberg) lá do Vale de Silício pensaram e ainda pensam num mundo assim. Pílula Azul (o futuro) ou Vermelha (Capitular de Quirzy-sur-Oise), make your choice my friend.

   Para além disso, se as imagens acima e abaixo não te causam ou causaram nada,




o que posso te sugerir é o seguinte site: http://www.pciconcursos.com.br/

   ... e viva gordo e feliz, até o fim.


          Valeu !



   Referências:

          http://pt.wikipedia.org/wiki/Da_Democracia_na_Am%C3%A9rica

          http://www.ambito-juridico.com.br/site/index.php?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=4055

          http://charlezine.com.br/wp-content/uploads/democracia-na-am%C3%A9rica-1.pdf

          http://pt.wikipedia.org/wiki/Alexis_de_Tocqueville

          http://pt.wikipedia.org/wiki/Raimundo_Faoro

          http://oglobo.globo.com/opiniao/os-donos-do-poder-12305436

          http://pt.wikipedia.org/wiki/Coronelismo,_Enxada_e_Voto

          http://familyguy.wikia.com/wiki/Petoria

          http://pt.wikipedia.org/wiki/Coreia_do_Norte

          http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicaocompilado.htm

          http://abordagempolicial.com/2010/04/conflito-de-atribucoes-entre-policia-militar-e-civil/?doing_wp_cron=1430515006.7391610145568847656250

          https://www.youtube.com/watch?v=079ux8HoSAI
       
          http://www.cnj.jus.br/corregedoria/justica_aberta/?

          http://www.planalto.gov.br/CCIVIL_03/leis/L8935.htm

          http://www.stf.jus.br/portal/remuneracao/listarRemuneracao.asp?periodo=122014&ano=2014&mes=12&folha=1
      
          http://www.elosinternacional.org/blogs/view/38/origem-dos-cartOrios

          http://www.farfetch.com/br/shopping/men/emporio-armani/suits-2/items.aspx#ps=1&pv=60&oby=5

           http://www.itaci.org.br/   

           https://www.passeidireto.com/arquivo/1053674/historia-geral---antiguidade-oriental/22

           http://fr.wikipedia.org/wiki/Capitulaire_de_Quierzy

           http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2015/05/ex-borracheiro-estuda-com-200-kg-de-resumos-por-4-anos-e-vira-juiz-no-df.html