sábado, 16 de maio de 2015

Razões pra você não querer ser Funcionário Público.



O indivíduo que decide sinceramente se tornar funcionário público desistiu de todas as outras alternativas e possibilidades: esse indivíduo chegou ao ponto de só pensar exclusivamente em si mesmo (no seu bem estar e estabilidade e vitaliciedade financeira), e ainda ter arrogância, prepotência e alienação de pensar e dizer que "contribui" de "forma mais elevada" para o Estado e para a sociedade. Mas qual é o problema de pensar só em si mesmo ? De fato, nenhum... mas, antes de me apedrejar, reflita se algum Procurador, Juiz, Promotor, Auditor, Defensor ou Analista trabalharia gratuitamente para o Estado por uma questão de honra ou ideologia. Paradoxalmente, aqueles que querem melhorar o mundo ficam bilionários justamente por talvez não pensarem primeiramente em enriquecer, e sim em resolver um problema qualquer do resto da humanidade, como criar o computador (Alan Turing), criar a internet (Berners Lee), inventar um Google (Page e Brin), desenvolver um Facebook (Zuckerberg) ou revolucionar a Educação (Khan Academy). Quem doou mais dinheiro pra instituições de caridade ou para ajudar estudantes ? Juízes, Promotores e Servidores Públicos ou gente como o Bill Gates, o Paulo Lemann e o Zuckerberg? Ninguém gosta mais de dinheiro do que os funcionários públicos de elite (juízes e amigos). Graças ao capitalismo (e a eficiência que o governa), o lado bom é que o capital lícito sempre foge da corrupção, ineficiência e lentidão dos funcionários públicos. Quando uma pessoa vê um salário de R$ 20.000 por mês num edital de concurso e começa a salivar, essa pessoa se pôs um preço, ou seja, renunciou a todos os seus sonhos e outros projetos possíveis pelo preço de R$ 20.000 por mês, por exemplo.
Certa vez , um colega meu me disse que por R$ 1 milhão ele deixaria o "investidor" fazer sexo com a esposa dele: eu concluí e disse ao meu eminente colega que, do ponto de vista lógico, a esposa dele é uma prostituta e ele é um corno manso, pela simples razão de que existe um PREÇO para que outro homem faça sexo com ela e, se existe um preço, tudo passa a ser uma questão de negociação, uma tubaína sem gás ou R$ 1 milhão, pouco importa. De modo análogo, quando um engenheiro, um físico, um publicitário, um matemático, um filósofo ou mesmo ou bacharel em Direito se põe um preço (o valor do salário do funcionário público), ele se comporta de modo semelhante ao meu colega que negociou a esposa: é só uma questão de negociar (escolher) o preço (salário), pois não existem princípios, preferências ou ética em jogo. Que fique claro: as pessoas querem um salário de R$ 20.000/mês e por isso tentam se tornar juízes, e não se tornam juízes por ideal e coincidentemente descobrem (sem querer) que o "digno" e "justo" salário é de R$ 20.000/mês. Veja bem: nada contra os funcionários públicos de elite (juízes, promotores, etc.) terem salários de R$ 20 mil, R$ 40 mil, R$ 100 mil ou R$ 300 mil (executivos da iniciativa privada ganham isso e muito mais), mas o graaaaaaande problema é tentar justificar a regalia material e financeira desse pessoal com ficções adolescentes como garantia de "independência funcional", "livre convencimento", "cultura ampla e geral", "conhecimento enciclopédico", "reputação ilibada" e outras virtudes nobres e elevadas que nós, pobres mortais burros e estúpidos, não temos e nunca teremos. Piada né...?
A cada estudante brilhante que decide ser um juiz por exemplo (que custa uma fortuna para a sociedade e para o Estado, com salário, indenizações, diárias, auxílio livro, auxílio transporte, auxílio toga, auxílio vernáculo, etc.), toda a sociedade perde um potencial empreendedor-empresário que poderia gerar muita riqueza pra muitas pessoas e toda a sociedade (muitos e muitos empregos e ações e lucros e dividendos) e ainda gerar mais riqueza para o próprio Estado (pagando mais tributos e contribuições). Logo, incentivar a indústria dos concursos públicos é uma tragédia para toda a sociedade e principalmente para a Economia, menos para os donos de Cursinhos e para os próprios funcionários públicos, pois 99% das vezes os professores e donos de cursinhos são funcionários públicos (juízes, promotores, defensores, procuradores, ou ex-juízes, ex-promotores, etc.).

   Num Sistema Político no qual ministros (juízes) da Corte Suprema e de todos os Tribunais Superiores são NOMEADOS LIVREMENTE pelo Presidente da República e no qual Advogados podem se tornar juízes (Desembargadores e Ministros) pelo "Quinto Constitucional" não há ideologia ou valores morais elevados, mas apenas a velha e gorda POLITICAGEM.

  E gostaria de deixar claro que não temos nada contra PESSOAS, mas sim contra CARGOS, FUNÇÕES e INSTITUIÇÕES. Os que defendem os "funcionários-públicos heróis" dizem que a excelência, capacidade e competência INTELECTUAL de um funcionário público é comprovada pelo CONCURSO PÚBLICO. Pois bem... acompanhe o raciocínio e os argumentos:

    1) o Concurso Público tenta avaliar o conhecimento da pessoa NUM DETERMINADO MOMENTO E PERÍODO DE TEMPO (nem ANTES e nem DEPOIS). Uma vez aprovado (ou passado o tempo do "estágio probatório"), NEM JESUS CRISTO tira o cara do cargo do qual ele se APROPRIOU ("tomou posse"), porque é "direito adquirido".

    2) EXISTE UM FATOR REAL DE SORTE NA APROVAÇÃO: por exemplo, se a "nota de corte" (nota mínima para se passar no concurso ou para a próxima fase do concurso) é 50 PONTOS (de acordo com as regras do concurso (EDITAL) ), temos consequências nefastas na avaliação do "mérito intelectual" das pessoas, pois uma candidata que fez 50 PONTOS é aprovada e equiparada (IGUALADA) a uma candidata que fez 98 PONTOS, e um candidato que fez 49 pontos é equiparado a um candidato que fez 15 pontos. OU SEJA, o Estado procura pessoas médias (no sentido negativo do termo), mediocrizando pessoas extraordinárias e supervalorizando medíocres. Assim, o CONCURSO PÚBLICO É UM MOEDOR DE CARNE CUJA FUNÇÃO É EQUALIZAR (E IGUALAR) PESSOAS NATURALMENTE DESIGUAIS.

      3) EXISTE UM FATOR REAL DE SUBJETIVIDADE NA APROVAÇÃO: além da PROVA OBJETIVA (Questões de Múltipla escolha: 1ª Fase), as demais fases (DISSERTATIVAS E ORAL) são ABSOLUTAMENTE SUBJETIVAS (ORAL) ou "QUASE-ABSOLUTAMENTE SUBJETIVAS" (DISSERTATIVAS), pois são pessoas de "notável saber" e "reputações intocavelmente ilibadas" que são os "examinadores" das provas dissertativas e orais.

   Logo, por uma questão de potencial utilidade desse texto ao leitor "concurseiro", a nossa dica pra passar em concurso é razoavelmente simples: mantenha-se constantemente inscrito(a) num concurso público da sua escolha e fazendo as provas (esse é o "investimento"), e lembre que são as reprovações que te darão dados empíricos preciosos (dados, estatísticas, informações) para a aprovação, por meio das matérias e assuntos nos quais você tem pior desempenho e puxam sua média geral pra baixo. Estude com tranquilidade e ESTRATÉGIA: o que realmente IMPORTA (para o Estado que te avalia) É O QUE VOCÊ NÃO SABE OU SABE MENOS (lembre que o Estado quer te EQUALIZAR através do Concurso Público), e não O QUE VOCÊ SABE MAIS OU TEM PAIXÃO (por essa razão que ESPECIALISTAS são desprezados pelo ESTADO (que quer generalistas prolixos), e valem tantos e tantos e tantos milhões de dólares para a iniciativa privada). Basta observar nos editais de Concursos Públicos, por exemplo, quanto "vale" para o Estado um Engenheiro com Phd (Doutorado) em Microeletrônica e quanto "vale" esse mesmo Engenheiro para o Vale do Silício.

   Nos concurso jurídicos em particular se observa a lógica do "pode / não pode": a mesma lógica de qualquer dona de casa... "isso pode! ", "isso não pode...", "isso eu deixo...", "aquilo eu não deixo !", "tem que me respeitar!", "Isso é intolerável...", "Aquilo não quero... isso eu quero...". Existem até "especialistas em Concursos Públicos" (= profundos conhecedores da Equalização Humana) que dizem que, em concursos jurídicos, se a dúvida persistir, "responda o que a sua mãe responderia" porque as mães "carregam muito da moralidade presente nas normas jurídicas". É importante lembrar também que, em regra, mães idolatram juízes mas não conhecem Nietzsche, Niccolò Paganini, James Gosling ou Andrew Wiles...

   Por uma questão de urgência e emergência e necessidade até Einstein foi funcionário público: "Terceiro Oficial no Serviço de Patentes Suiço em Berna". Como não tinha nada pra descobrir ou revolucionar no "Serviço de Patentes", o Albert decidiu formular o artigo "Sobre a eletrodinâmica dos Corpos em Movimento" (“Zur Elektrodynamik bewegter Körper”) (Teoria da Relatividade), e o resto é história...

   A cada juiz e promotor e procurador a mais, nós perdemos empreendedores e cientistas brilhantes, e olhe o mundo à sua volta... o mundo precisa muito mais de empreendedores e cientistas geradores de riqueza (econômica, cultural e científica) do que de juízes e promotores medievais. E lembre-se: o fato de um tribunal ser informatizado ou um juiz escrever a sentença dele num iPhone não significa que o Judiciário ou o Estado evoluiu. Muito pelo contrário: os juízes (e funcionários públicos em geral) continuam prolixos, lentos e medievais e só usam a tecnologia pela mesma razão que qualquer outra pessoa no mundo usa a tecnologia... porque a Apple, a IBM, o Facebook, o Google, a Microsoft quis que fosse assim. O fato é que a tecnologia virtual pôs o Estado de joelhos... e ainda tem muito por vir.

  A cada dia que passa, funcionários públicos e professores são tranquilamente substituíveis pelo Google, Facebook, Khan Academy, Alibaba, dentre outros. E não adianta ficar dodói... o processo é irreversível.

         Abração.


     Referências:

                http://resistir.info/rui/einstein.html

                   http://www.scientiaestudia.org.br/biblioteca/biblio_einstein.asp


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