Existe um prazo pra se fazer e pra se esperar um elogio. O elogio é uma manifestação espontânea de admiração de uma pessoa com relação a alguma virtude, idéia ou comportamento de outra pessoa. Não faz sentido racional se elogiar uma pedra ou uma árvore: somente se faz elogios a pessoas. Porém, o elogio (assim como a punição) tem tempo certo para ser feito, não pode demorar demais, nem ser antecipado ou ainda repetido indefinidamente. Se alguém lhe faz uma gentileza e você não agradece (elogia), o tempo do elogio passou, morreu, de tal modo que, se dali há 2 anos você agradecer uma carona que um amigo te deu ao trabalho, mesmo que o amigo se lembre da carona e da sua ingratidão, não fará mais sentido, porque a força brutal do tempo que apaga quase tudo tornou o elogio tardio em algo sem sentido, quase um sarcasmo, uma verdadeira maldade.
Assim, fica claro que é a nossa percepção da passagem do tempo que dá sentido moral às atitudes: uma vontade de matar alguém hoje fatalmente provavelmente se tornará numa raiva daqui um mês, numa memória ruim daqui há três anos, em algo desprezível daqui há cinco anos, e completamente irrelevante daqui há trinta anos. O nosso (humano) senso do justo e do relevante varia com o tempo.
O Elogio não feito é uma gratidão que NÃO ACONTECEU NO MUNDO REAL. Ter a consciência disso, é fundamental pra pensar na maldade e bondade de forma estratégica e planejada. Agora... se você prefere a maldade ou a bondade, aí é um problemão exclusivamente seu e da pessoa objeto da sua maldade ou bondade.
Abração.


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